O Ministério da Educação informou que a «maioria dos alunos alcançou novamente uma classificação positiva na prova de Língua Portuguesa, enquanto na de Matemática «verifica-se a existência de progressos importantes, atribuíveis ao esforço de professores e alunos e a instrumentos de apoio».
Ninguém, em sã consciência, acredita neste milagre. Será os alunos do ano passado eram um desastre e que os deste ano são bons? É evidente que esta diferença não corresponde só a uma melhoria de aprendizagens. Não há possibilidade de, em Educação, analisar resultados de uma qualquer medida de um ano para o outro. Demora anos e anos... Uma legislatura não chega, para mal dos inúmeros ministros que a educação já contabiliza. Essa a maior razão do desastre educativo. Cada um que chega quer "meter o Rossio na Betesga"...
A Sociedade Portuguesa de Matemática considerou hoje que os resultados dos alunos do 9º ano à disciplina "na realidade, são piores" do que revelam as notas do exame nacional, porque as perguntas da prova, "na maioria dos casos, eram demasiado elementares". Por alguma razão uma aluna, na comunicação social lamentava não haver perguntas com algum grau de dificuldade para destacar os melhores alunos.
Numa turma de 7º ano, neste ano lectivo que está a terminar, uma apresentou esta resposta:
Repare-se como a aluna efectua a soma, alinhando oa números pelo primeiro algarismo, e como calcula o dobro, dividindo por dois.
O mais complicado foi explicar à aluna que chegou ao resultado certo por mero acaso. E com esse resultado certo, ainda conseguiu errar a alínea seguinte.