terça-feira, 27 de abril de 2010
Subsídio de desemprego
Se acabassem com o subsídio de desemprego, muito desempregado estaria a trabalhar.
Incentivar a preguiça é uma forma de aumentar o desemprego.
Sou a favor de um subsídio de emprego. Quem ficasse desempregado tinha duas alternativas - ficar em casa sem ganhar nada ou ir ajudar numa escola, num hospital, numa Cãmara, numa Junta de Freguesia, numa repartição, ... e, no fim do mês, receber um subsídio de emprego. Isso incentivava a procura de emprego.
Quem ganha mais no desemprego do que a trabalhar, nada fará para arranjar outro emprego.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Ontem foi 25 de Abril
A primeira grande asneira foi o lema “somos todos iguais”. Não éramos, não somos e nunca seremos todos iguais. Em educação, em cultura, em trabalho, em honestidade, em frontalidade. Mas para “sermos todos iguais” havia que nivelar. E os sucessivos governos foram nivelando. Cada vez mais por baixo. O que significa que somos cada vez mais diferentes já que, felizmente, houve quem resistisse sempre a esse nivelamento por baixo.
O regime político passou a chamar-se democracia. E nessa coisa a que chamam democracia, o país vive dos partidos políticos e os partidos políticos vivem de lugares para os seus amigos. Então esquartejou-se um país, que pouco maior é que uma quinta grande, em milhares e milhares de quintais, as freguesias, algumas com cerca de 1 km2 de área. Esse quadrado de 1 km de lado (que pode ser um grande pomar ou uma grande plantação de tomates) custa-nos um edifício para uma Junta de Freguesia, com todas as despesas de manutenção, uma série de adjuntos, secretários, … (eu sei lá!) que trabalham directa ou indirectamente para essa Junta. Não sei quanto gasta o Estado (todos nós) para sustentar esta chusma de gente perfeitamente desnecessária. E agora falam novamente em regionalização. Para quê? Para aumentar o número de tachos. Não tentem convencer-me que descentralizar é o mesmo que regionalizar. Qualquer Governo pode descentralizar mas, até hoje, nenhum o fez. Isso não dá mais empregos para os amigos. Regionalizar, isso sim. Aparecem os tachos. Portanto, a pergunta se é a favor ou contra a regionalização é demasiado simplista. Eu sou a favor da regionalização desde que se agrupem dezenas de freguesias numa só. Sou contra a regionalização se ela trouxer aumento da despesa.
A política, depois do 25 de Abril, serviu para tudo. Até para colocar no Parlamento um número de deputados perfeitamente idiota por exagerado. Que nos gastam uma fortuna e pouco fazem. Basta ir visitar o Parlamento num qualquer dia. Eu estive lá em Janeiro e fiquei chocada. Saem, entram, lêem o jornal, vêem o correio electrónico, actualizam os facebooks, h5 e afins, jogam nos computadores. Uma vergonha. Quando o deputado que tem a palavra, termina a sua exposição, os do seu grupo parlamentar, que não ouviram rigorosamente nada, batem palmas. Para um país como o nosso, 50 deputados chegavam e sobravam. E a desculpa de que os políticos têm que ser bem pagos para se minimizar a corrupção, até assusta. Mostra bem o conceito que eles têm dos seus valores éticos.
Aqui há uns anos, ainda no tempo do escudo, estava a almoçar num restaurante e ouvi a conversa de dois cavalheiros da mesa contígua. Um deles tinha entrado para o parlamento numa substituição. O presidente da bancada sugeriu-lhe que fizesse parte da Comissão da Agricultura. O dito cavalheiro disse que, sendo advogado, não fazia sentido pertencer a uma Comissão de que nada sabia. Mas o presidente insistiu. Como não havia vagas noutra Comissão, ele devia aceitar a da Agricultura porque, por cada assinatura, recebia 20 contos. É esta a ética dos parlamentares. Roubar o mais que podem. E ainda têm a lata de dizer que estão lá por Portugal e pelos Portugueses. Estão lá por eles e para eles.
O PEC, cuja finalidade tenta ser tirar-nos do buraco onde dezenas de Governos nos meteram, só aponta no sentido de prejudicar os que não estão ligados à política. Ninguém fala do que podíamos poupar se reduzíssemos significativamente o número de freguesias ou o número de deputados. Reduzir o número de tachos não agrada aos políticos, mesmo para bem do país que eles dizem representar.
Portugal não merece os séculos de história que tem. Comporta-se como um emergente novo-rico sem princípios. Mas isto vai acabar na rua, não com cravos mas com sangue. Já faltou mais.
(Tudo o que disse não se aplica a qualquer político honesto que eventualmente exista)
sábado, 17 de abril de 2010
Os mortos não falam
A Independente foi fechada.
Os papeis da Covilhã (Guarda?) desapareceram.
...
Os mortos não falam. Quanto aos vivos com responsabilidades que, no Parlamento, dizem "manso é a tua tia, pá" deviam ser calados.
A carreira política é a única onde se pode entrar sem qualquer habilitação, educação, qualificação, ... e onde se é patrão de si mesmo. Daí a qualidade deplorável da maioria.
É o país que um povo de analfabetos, mesmo que qualificados, quer que tenhamos. E, em democracia, a opinião de dez patetas insensatos vale mais que a de dois inteligentes sensatos.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Até que enfim
Finalmente vejo uma atitude do Sr. Albino Almeida com a qual estou completamente de acordo. Os pais dos alunos que pratiquem bullying devem ser responsabilizados. O bullying tem sido encarado com alguma leviandade e foi preciso ocorrer um caso muito grave em Mirandela para que este assunto começasse a ser encarado como um problema muito sério.
Há vários países europeus onde, por muito menos do que isso, os Pais são responsabilizados. Espero que a Ministra da Educação, ao menos no caso do bullying, comece a punir a irresponsabilidade de tantos Pais.
quinta-feira, 4 de março de 2010
Solidariedade com a Madeira e o Haiti
solidariedade com a madeira e o haiti
28 de março – marginal de leça da palmeira – 10h00
vamos caminhar e ajudar a madeira e o haiti.
contribua e vista a t-shirt desta causa
o valor será enviado na íntegra para a madeira e o haiti, através dos lions e rotary.
locais de inscrição:
postos de turismo de matosinhos e leça da palmeira
juntas de freguesia do concelho de matosinhos
contactos:
clubes rotary do concelho de matosinhos
clubes lions do concelho de matosinhos
Os Clubes Lions da Divisão 5 do Distrito 115 CN e os Clubes Rotary de Matosinhos, em colaboração com a Câmara Municipal de Matosinhos e a Matosinhosport, vão levar a cabo esta iniciativa para angariar fundos para a Madeira e o Haiti.
Vamos ser solidários com os que precisam de nós.
Apareçam! Divulguem!
Informações neste blogue
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
O poder de um cartão
O poder é como o dinheiro. Também deslumbra. Há muita gente, diria mesmo, a maioria das pessoas não tem preparação para ter poder. Fica deslumbrada e quanto mais poder tem, mais poder quer ter. E utiliza esse poder de maneiras muito pouco éticas. A palavra “Ética” deveria sair dos dicionários e ser praticada pelos cidadãos. Todos.
É uma pena que qualquer português possa ser político mesmo que seja ignorante, mal formado, mal educado, trapaceiro, burlão, pouco mais que analfabeto,… Apenas tem quer ter um cartão partidário. Não será exigência a menos para quem devia ter a seu cargo o futuro dos seus concidadãos?
O valor que tem um cartão que nada vale!
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Separação de poderes
Não discuto a legitimidade que o jornal Sol tinha para publicar as escutas. O que é facto é que neste momento elas são públicas e graves. Ainda bem que o Sol as publicou. As dúvidas que ficaram pendentes na altura tinham razão de ser.
José Sócrates nada diz sobre o conteúdo das conversas telefónicas. Agarra-se com unhas e dentes à separação de poderes e vira advogado de defesa de Pinto Monteiro e Noronha do Nascimento. Mal fora que ele não defendesse o seu “escolhido”.
Em Portugal nenhum juiz, em tempo algum, terá coragem para condenar um poderoso. Nem os advogados do jet-set o deixariam. Aliás os políticos só se lembram dos problemas da justiça quando um deles está no “barulho”.
São os juízes que temos, os advogados que temos e ao políticos que temos.
Talvez Nossa Senhora de Fátima ainda vá a tempo de nos acudir. E esteja disposta a isso.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Parabéns Paula
Tanto tempo que se tem demorado com a avaliação da função pública. Afinal pode avaliar-se uma pessoa em 5 (cinco) dias. Mas há mais. Cinco dias dão para avaliar a lealdade a competência, a dedicação e as qualidades pessoais e profissionais. A Paula deve ser mesmo uma profissional fora de série. Parabéns Paula! Continue assim que vai longe na vida.Quanto terá ganho a Paula nestes dias? Para onde terá ido? Para longe?
sábado, 30 de janeiro de 2010
A cantiga do costume
Em 2005, José Sócrates não usou o termo tanga mas a conversa foi a mesma a mandou apertar o cinto.
Em 2009, José Sócrates é novamente primeiro-ministro e manda apertar o cinto.
Convenhamos que estas medidas custam muito a aceitar, principalmente quando nos dizem que os mais de sete anos em que apertámos o cinto não serviram rigorosamente para nada. Que é feito da poupança para a qual nós contribuímos? Será que não se fazem furos em cintos Prada ou Versace? Só se fazem nos cintos da feira ou do comércio de bairro?
O próximo PM, está bem de ver, vai-nos mandar apertar o cinto.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Na Assembleia da República
Estas senhoras e estes senhores, que decidiram que os professores têm que prestar provas quando iniciam a sua carreira, estão ali sem terem prestado qualquer prova e o exemplo que dão é perfeitamente lamentável. Apenas possuem o cartão de um partido.
Começarei a respeitar os políticos quando eles decidirem diminuir a quantidade de gente que deambula pelos corredores da política. Ali e nos milhares de autarquias em que Portugal está retalhado. Um país pouco maior que uma quinta e que, ainda por cima está falido, não justifica 230 deputados. 50 chegavam e sobravam. Como não há nada que justifique que haja freguesias, maioritariamente rurais, que têm um quilómetro quadrado.
Mas o objectivo de todos os partidos é arranjar o maior número de tachos para os seus filiados e amigos.
Que moral têm estes portugueses para decidirem do futuro dos seus concidadãos?
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Adeus Red Bull Air Race
Não entro em disputas Lisboa-Porto e, embora seja tripeira de corpo e alma, tenho muitos e bons familiares e amigos em Lisboa. Tenho lá quase todas as grandes amigas que comigo viveram cinco anos de internato no Instituto de Odivelas.
O poder centralista do Governo deste país raia o foro patológico. O mesmo Governo que propagandeia a regionalização. Não haverá aqui alguma incongruência?
Mas Senhores governantes, há coisas que o poder e o dinheiro não compram. Por muito que isso vos doa. O vinho do Porto será sempre do Porto, os lenços dos namorados serão sempre do Minho, os doces de ovos de Amarante serão sempre de Amarante, os galos de Barcelos serão sempre de Barcelos, os bordados de Tibaldinho serão sempre de Tibaldinho, o Castelo de Guimarães será sempre de Guimarães, o Festival Internacional de Jardins de Ponte de Lima será sempre de Ponte de Lima, as barricas de ovos moles serão sempre de Aveiro, os covilhetes de Vila Real serão sempre de Vila Real, as clarinhas de Fão serão sempre de Fão, os espigueiros do Soajo serão sempre do Soajo,…
E poderia ficar aqui dias a enumerar tantas e tantas coisas que nunca irão para a capital. Que nos levem o Red Bull Air Race. Continuaremos a ser imensamente ricos.
sábado, 12 de dezembro de 2009
Mais amigo do Godinho que do Sócrates
Se o Sr. Godinho chegar a ser preso, para se dar por concluído o processo das faces ocultas (bem pouco ocultas, por sinal) sem beliscar nenhum poderoso, podíamos quotizar-nos e comprar-lhe um GPS para quando saísse.
Mas, se louvei a atitude do Sr. Vara por ter recebido e ensinado o caminho para a EDP (Julgo eu) ao Sr. Godinho, que ele mal conhecia, já não acho bem que tenha omitido do seu grande amigo Sr. Sócrates a carta que o avisava que o primeiro-ministro estava a ser escutado. Se fosse muito amigo, tê-lo-ia avisado mesmo dizendo-lhe que era uma brincadeira sem interesse nenhum.
Termino perguntando. Será que esta gente quando diz estas patranhas pensa que nós acreditamos? Será que pensam que nos comem por lorpas? Será que não vêm o ridículo em que caem?
Que o Menino Jesus nos acuda!
sábado, 5 de dezembro de 2009
As escutas
Mas já estou cheia das escutas do Sr. Vara, do Sr. Sócrates & Companhia. Já todos sabemos que, se este caso, por milagre, chegar ao fim, o Sr. Godinho vai pagar por todos. Pressinto muita podridão nisto tudo. Pressinto que nenhum juiz será capaz de punir um poderoso deste país. Pressinto que os advogados mediáticos utilizarão todo e qualquer método para “safar” um poderoso.
Acabemos com os desperdícios dos dinheiros públicos em processos que me parecem de faz de conta. Faz de conta que se continua a investigar quando, na prática, o processo está acabado.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Educação
Este Governo continua a dizer que esta avaliação tem em vista a competência. Onde? Por favor mostrem-me onde. É que eu não consigo ver em nenhuma fase da avaliação a competência. Os professores andam preocupados com "os lindos" e a burocracia e a deixar para último a preparação das aulas. É que isso não conta para a avaliação. E agora, em que o Director (ainda que não seja titular) é que escolhe os avaliadores, a avaliação corre o risco de ser política. Nalgumas escolas sei que o será.
A quem me dizia "vamos ver o que pensa Isabel Alçada", aqui temos o que eu disse. Isabel Alçada, como todos os outros Ministros, não estão lá para pensar. Estão para fazer e dizer o que o chefe manda.Não há Salazar mas há salazaritos...
Continuamos a ter os políticos que merecemos. E o país que merecemos. É a outra face da democracia.
Faces ocultas
Há corrupção em abundância e, para isso, tem que haver os que corrompidos e os que corrompem que são igualmente trafulhas.
Mas a justiça portuguesa é de uma previsibilidade que incomoda. Todos sabemos, logo no início como acabam os processos que dá jeito não prescreverem.
Todos sabemos que havendo um Bibi na questão, esse paga por todos. Se só há gente graúda, há sempre os advogados da moda para conduzirem tudo no sentido da prescrição ou da “não prova”. É que eles também ganham o seu quinhão…
Neste país, desde que se tenha poder, o crime compensa.
Quanto à comunicação social só fala enquanto vende. A partir daí deixa cair no esquecimento.
Para os ex pilha galinhas, como lhes chamou o Medina Carreira, estes juízes, estes advogados e esta comunicação social é uma bênção.
Só não percebo por que é que se gasta tanto tempo e dinheiro em anos de investigações quando já todos sabemos como tudo termina.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Felizmente está a acabar
No domingo acaba de se gastar uma fortuna dos dinheiros públicos para nada mudar. Não se mudam mentalidades nas urnas de voto. Nem as do povo nem as dos políticos.
Mas eu lá estarei. A colocar uma cruz algures. Em branco não fica já que pode haver a tentação de alguém colocar lá uma.
Mais uma vez não vou votar em ninguém mas contra aquele que me parece que já enriqueceu o suficiente à nossa custa.
Nestas eleições vamos distribuir milhões de tachos a milhões de políticos, a maior parte deles de qualidade duvidosa, que se esgadanham por um lugarzito. Para os partidos terem oportunidade de colocar muitos amigos a enriquecer à nossa custa, o país está perfeitamente esquartejado.
O Concelho do nosso Primeiro é exemplo disso como aqui mostrei em Julho do ano passado.
Uma freguesia com 94 (noventa e quatro) habitantes. Se calhar, com jeitinho, têm todos lugar na Junta de Freguesia.
Uma freguesia rural de 2 Km2. Isto corresponde a um quadrado com 1,4 Km. Para se fazer uma caminhada de uma hora tem que se dar a volta à freguesia toda duas vezes.
Isto é tão escandaloso que não me ocorre dizer nada. Limito-me a pedir aos portugueses que lerem isto, o favor de meditarem um pouco sobre como se desbaratam (também) os nossos dinheiros.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Em jeito de rescaldo
Os portugueses têm, definitivamente, os políticos que merecem.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Vou votar contra
No próximo domingo vou votar. Tarefa difícil. A escolha entre o mau e o péssimo é sempre muito complicada.
O meu voto não é favor de ninguém. O meu voto é contra Sócrates.
Em Setembro do ano passado vi-me forçada a abandonar a profissão que escolhi em nova e da qual gostei imenso. Não teria passado o que passei se assim não fosse. A minha reforma veio no final de Novembro e a 9 de Dezembro de 2008 escrevi esta carta aberta à Ministra da Educação. Este o principal motivo porque voto contra Sócrates. Não perdoo que a Ministra me tenha impedido de não fazer greve, requisitando-me civilmente como não perdoo que me tenham roubado o prazer que eu tinha em exercer a profissão que escolhi.
O estado a que este Governo deixou chegar a Educação é a principal razão por que voto contra Sócrates. Mas há mais. Muitas mais.
Não perdoo que, por motivos políticos, o senhor que está à frente da CCDR Centro tenha colocado na prateleira, até pensar noutro destino a dar-lhe, um cunhado meu, Engenheiro Civil e Técnico Superior, que fez o estudo de impacte ambiental de um troço do TGV e lhe deu parecer negativo. Ousou dar um parecer que ia contra a vontade expressa do Governo. Claro que o mesmo chefe arranjou, posteriormente, um parecer favorável, assinado ou não por um Técnico Superior. Ao meu cunhado só restou pedir e reforma antecipada com penalização. A minha irmã, também do mesmo serviço, ficou em fila de espera para ter o mesmo destino. Também só lhe restou pedir a reforma antecipada com penalização. Isto lembra muito o que se passava com Salazar. Também ele não aceitava que alguém ousasse pensar diferente.
De gente desta quero distância. Quero o PS longe. Os outros não serão muito melhores mas piores não podem ser.
Que raio de país é este onde após 35 anos do 25 de Abril ainda não houve um partido que ganhasse umas eleições por mérito próprio. Todos os que vencem conseguem-no por demérito dos outros.
E o pior é que, em democracia, tem que se viver dos partidos políticos.
Vou votar e fazer de conta que acredito que algo vai mudar.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Prioridades
Esta ideia do alargamento da escolaridade até ao 12º ano foi “dada à luz” por Durão Barroso. Mas apareceu-lhe um lugar com vencimento apetecível e ele, deixou a ideia e o resto e foi-se embora. Se calhar a pensar no nosso bem… ihihih
Quando se alargou a escolaridade obrigatória para o 9º ano, a única coisa que se fez foi passar a quarta classe para os 15 anos. Até essa idade não se chumba sem o Encarregado de Educação se pronunciar e, se se optar pelas Novas Oportunidades é mesmo proibido reter alunos. Nas escolas em que o Director foi “eleito” com ajuda do representante da Câmara socialista, as coisas tornam-se ainda mais fáceis. As estatísticas vão sempre ao encontro da vontade da Ministra nem que para isso se altere a escala das avaliações.
Agora a Ministra encontrou a maneira de alterar as estatísticas dos resultados do ensino secundário. Como a escolaridade obrigatória até ao 12º ano, só os professores do ensino superior poderão pôr cobro a isto. É que os analfabetos saem com o 12º ano. Se o PS ganhar as eleições, o sucesso escolar passará para os 100%. E Sócrates vai encher a boca com essa estatística que nos coloca na pool position da Europa.
E os portugueses, que numa grande maioria são burros, ficam felizes e não pensam que os seus filhos têm o futuro comprometido. Já há empresas, que eu conheço, que não colocam nenhum jovem com um curso profissional tirado em nenhuma escola pública. Mas, para esses portugueses, as estatísticas são mais importantes que os filhos.
Prioridades…
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Uma bolacha aos professores
Pena que José Sócrates não fale dos privilégios dos políticos, particularmente os dele.
Mas as pessoas escolhidas por José Sócrates também insultaram.
“admito que perdi os professores, mas ganhei a opinião pública” – Maria de Lourdes Rodrigues, Junho 2006.
“vocês (deputados) estão a dar ouvidos a esses professorzecos” – Valter Lemos, Janeiro 2008
“caso haja grande número de professores a abandonar o ensino, sempre se poderiam recrutar novos no Brasil” – Jorge Pedreira, Novembro 2008
“quando se dá uma bolacha a um rato, ele a seguir quer o copo de leite” - Jorge Pedreira, Novembro 2008
Agora, que estão eleições à porta, Sócrates vem dizer que talvez tenha havido falta de delicadeza no tratamento com os professores e que é infantil pensar que o Governo trabalhou contra os professores.
Eu não esperava delicadeza de pessoas sem berço cuja vida se passou nos corredores imundos da política. Mas seriedade e justiça, essas tenho o direito de exigir enquanto cidadã que cumpre todos os seus deveres cívicos.
Infantil é pensar que, depois da maneira como o Senhor Primeiro-ministro e a sua equipa tratou os professores nesta legislatura, algo vai mudar. A sua arrogância e falta de delicadeza tendem a piorar com a idade.
Depois de todos os nomes que nos chamaram e da maneira como nos trataram (o que me obrigou a fugir antecipadamente da profissão que escolhei, que adorei e que exerci 36 anos) só faltava o senhor chamar-nos atrasados mentais. Se quer sacudir as responsabilidades da sua acção governativa na educação para a Ministra e os Secretários de Estado da Educação, que o senhor escolheu e sempre defendeu com unhas e dentes, faço-o cara a cara com eles e não meta os professores nessas guerra. O que está a fazer é baixo. Muito baixo mesmo.