segunda-feira, 31 de maio de 2010

O que o berço dá, a tumba leva...

...diz o povo que é sábio, ou melhor, era sábio quando criava provérbios que traduziam verdades que ainda hoje o são.

Quando se tratou de reduzir o vencimento dos políticos em apenas 5%, o nosso primeiro disse ser contra gestos simbólicos e mais a favor de resultados. Teve que engolir para arranjar o “arranjinho” com Passos Coelho.

Hoje, dia em que se promulga a lei que permite o casamento entre homossexuais, o nosso primeiro almoçou com representantes de movimentos de gays e lésbicas numa atitude que, segundo ele, é meramente simbólica.
Onde fica a coerência?

O nosso primeiro quis falar com Xico Buarque mas teve necessidade de dizer que este é que queria estar com ele. Quando Xico Buarque se indignou e publicamente disse que o nosso primeiro é que pediu para estar com ele (e trazer autógrafos para a família e amigos), veio um comunicado alegando um “erro de transmissão”.
Onde fica a verdade?


Não há nada a fazer. Facadas na verdade e na coerência são a imagem de marca do nosso primeiro.
A incoerência e a fuga à verdade estão-lhe nos cromossomas.

sábado, 22 de maio de 2010

Doze motoristas designados no mesmo dia?!

Sócrates falou em crise? Falou em reduzir a despesa? Disse que os sacrifícios pedidos eram iguais para todos?
Então que é isto?
E que tal se reduzisse substancialmente o número dos seus motoristas?

Despacho n.º 8346/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Requisita à empresa Deloitte & Touche, Lda., António José Oliveira Figueira, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
Despacho n.º 8347/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Requisita à Associação dos Bombeiros Voluntários de Colares Rui Manuel Alves Pereira, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
Despacho n.º 8348/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Requisita ao Sindicato dos Trabalhadores de Escritório, Comércio, Hotelaria e Serviços Vítor Manuel Gomes Martins Marques Ferreira, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
Despacho n.º 8349/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública Augusto Lopes de Andrade para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
Despacho n.º 8350/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Requisita à empresa Companhia Carris de Ferro de Lisboa, S. A.,Arnaldo de Oliveira Ferreira, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
Despacho n.º 8351/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa o assistente operacional Jorge Martins Morais da Secretaria-Geral do Ministério da Cultura, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
Despacho n.º 8352/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa o assistente operacional Jorge Orlando Duarte Vouga do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, I. P., para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
Despacho n.º 8353/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública Jorge Henrique dos Santos Teixeira da Cunha para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
Despacho n.º 8354/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa a agente principal da Polícia de Segurança Pública Liliana de Brito para exercer funções de apoio administrativo no Gabinete do Primeiro-Ministro
• Despacho n.º 8355/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública José Duarte Barroca Delgado para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
Despacho n.º 8356/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública Manuel Benjamim Pereira Martinho para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
Despacho n.º 8357/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública Horácio Paulo Pereira Fernandes para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
Despacho n.º 8358/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública Custódio Brissos Pinto para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro

sexta-feira, 21 de maio de 2010

"Eu já vivi o vosso futuro"

Declarações do escritor e dissidente soviético, Vladimir Bukovsky, sobre o Tratado de Lisboa

"É surpreendente que após ter enterrado um monstro, a URSS, se tenha construído outro semelhante: a União Europeia (UE).
O que é, exactamente a União Europeia? Talvez fiquemos a sabê-lo examinando a sua versão soviética.
A URSS era governada por quinze pessoas não eleitas que se cooptavam mutuamente e não tinham que responder perante ninguém. A UE é governada por duas dúzias de pessoas que se reúnem à porta fechada e, também não têm que responder perante ninguém, sendo politicamente impunes.
Poderá dizer-se que a UE tem um Parlamento. A URSS também tinha uma espécie de Parlamento, o Soviete Supremo. Nós, (na URSS) aprovámos, sem discussão, as decisões do Politburo, como na prática acontece no Parlamento Europeu, em que o uso da palavra concedido a cada grupo está limitado, frequentemente, a um minuto por cada interveniente.
Na UE há centenas de milhares de eurocratas com vencimentos muito elevados, com prémios e privilégios enormes e, com imunidade judicial vitalícia, sendo apenas transferidos de um posto para outro, façam bem ou façam mal. Não é a URSS escarrada?
A URSS foi criada sob coacção, muitas vezes pela via da ocupação militar. No caso da Europa está a criar-se uma UE, não sob a força das armas, mas pelo constrangimento e pelo terror económicos.
Para poder continuar a existir, a URSS expandiu-se de forma crescente. Desde que deixou de crescer, começou a desabar. Suspeito que venha a acontecer o mesmo com a UE. Proclamou-se que o objectivo da URSS era criar uma nova entidade histórica: o Povo Soviético. Era necessário esquecer as nacionalidades, as tradições e os costumes. O mesmo acontece com a UE parece. A UE não quer que sejais ingleses ou franceses, pretende dar-vos uma nova identidade: ser «europeus», reprimindo os vosso sentimentos nacionais e, forçar-vos a viver numa comunidade multinacional. Setenta e três anos deste sistema na URSS acabaram em mais conflitos étnicos, como não aconteceu em nenhuma outra parte do mundo.
Um dos objectivos «grandiosos» da URSS era destruir os estados-nação. É exactamente isso que vemos na Europa, hoje. Bruxelas tem a intenção de fagocitar os estados-nação para que deixem de existir.
O sistema soviético era corrupto de alto a baixo. Acontece a mesma coisa na UE. Os procedimentos antidemocráticos que víamos na URSS florescem na UE. Os que se lhe opõem ou os denunciam são amordaçados ou punidos. Nada mudou. Na URSS tínhamos o «goulag». Creio que ele também existe na UE. Um goulag intelectual, designado por «politicamente correcto». Experimentai dizer o que pensais sobre questões como a raça e a sexualidade. Se as vossas opiniões não forem «boas», «politicamente correctas», sereis ostracizados. É o começo do «goulag». É o princípio da perda da vossa liberdade. Na URSS pensava-se que só um estado federal evitaria a guerra. Dizem-nos exactamente a mesma coisa na UE. Em resumo, é a mesma ideologia em ambos os sistemas. A UE é o velho modelo soviético vestido à moda ocidental. Mas, como a URSS, a UE traz consigo os germes da sua própria destruição. Desgraçadamente, quando ela desabar, porque irá desabar, deixará atrás de si um imenso descalabro e enormes problemas económicos e étnicos. O antigo sistema soviético era irreformável. Do mesmo modo, a UE também o é. (…)
Eu já vivi o vosso «futuro»…"

Retirado daqui

sexta-feira, 14 de maio de 2010

O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem-caráter, nem dos sem-ética.
O que mais preocupa é o silêncio dos bons.


Martin Luther King

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Estou farta!

Em 2001, quando Guterres abandonou o barco, Durão Barroso começou com o cenário da “tanga”. Durão também abandonou o barco e agora estamos no cenário do “fio dental” apesar de os pequeninos andarem há 10 anos a apertar o cinto. Os furos do cinto estão quase na fivela mas, enquanto isso:

"... os portugueses comuns (os que têm trabalho) ganham pouco mais de metade (55%) do que se ganha na zona euro, mas os nossos gestores recebem, em média:
- mais 32% do que os americanos;
- mais 22,5% do que os franceses;
- mais 55 % do que os finlandeses;
- mais 56,5% do que os suecos"
(dados de Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 24/10/08)

Dá ideia que andámos a apertar o cinto para sustentar os nossos gestores e políticos.

De manhã, o PM exultava de alegria com o crescimento da economia. À noite, era público o pacote das drásticas medidas que eu jamais vi neste país. Será o PM bipolar?

E os políticos de Bruxelas?! São aos milhares. Pagamos-lhes milhões e milhões. Com que moral mandam apertar o cinto aos desgraçados? Que diminuam o número dos que andam por lá. Que paguem menos àquela mole de gente.

Estou farta de União Europeia. Estou farta dos políticos. Estou farta de fazer sacrifícios para estar cada vez pior. Estou farta de Portugal.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Subsídio de desemprego

A minha amiga Luisa encontrou na rua uma rapariga que trabalhava numa loja, lá na rua, que fechou. Manifestou-lhe solidariedade e a rapariga respondeu: "Até foi bom. Ganho mais 10,00 € com o subsídio de desemprego do que a trabalhar".
Se acabassem com o subsídio de desemprego, muito desempregado estaria a trabalhar.
Incentivar a preguiça é uma forma de aumentar o desemprego.

Sou a favor de um subsídio de emprego. Quem ficasse desempregado tinha duas alternativas - ficar em casa sem ganhar nada ou ir ajudar numa escola, num hospital, numa Cãmara, numa Junta de Freguesia, numa repartição, ... e, no fim do mês, receber um subsídio de emprego. Isso incentivava a procura de emprego.

Quem ganha mais no desemprego do que a trabalhar, nada fará para arranjar outro emprego.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Ontem foi 25 de Abril

Ontem fiz uma pequena viagem com os meus netos mais velhos. Perguntei ao mais velho o que tinha aprendido na escola sobre o 25 de Abril. Das duas, uma. Ou o(a) professor(a) não sabe o que foi o antigo regime ou a sua opinião é política e não histórica. Acompanho o pouco que de bom e as moles de asneiras que se têm feito neste país. Não entro em euforias e tento ver os sinais que permitem prever como será no futuro. Quando se deu o 25 de Abril eu não vivia à custa dos pais. Não andava no liceu. Nem na universidade. Trabalhava e já era mãe de duas filhas e meia. Uma vida cheia de responsabilidades. Sei reconhecer o que de bom e mau tinha o antigo regime. Tinha muita coisa boa, contrariamente ao que se pretende passar às novas gerações. Mas a alegria com que vivi o 25 de Abril, começou a esmorecer no dia 26 e acabou por desaparecer. Os sinais estavam lá. Era de prever que o povo não tinha capacidade para lidar com a liberdade e que os políticos oportunistas recém-nascidos iam desbaratar a “pesada herança” em dois tempos. E assim foi. E continuamos a ver os políticos a enriquecer escandalosamente. Eles decidem as suas regalias e o povo, que dizem representar, é coisa que nem lhes passa pela cabeça.

A primeira grande asneira foi o lema “somos todos iguais”. Não éramos, não somos e nunca seremos todos iguais. Em educação, em cultura, em trabalho, em honestidade, em frontalidade. Mas para “sermos todos iguais” havia que nivelar. E os sucessivos governos foram nivelando. Cada vez mais por baixo. O que significa que somos cada vez mais diferentes já que, felizmente, houve quem resistisse sempre a esse nivelamento por baixo.

O regime político passou a chamar-se democracia. E nessa coisa a que chamam democracia, o país vive dos partidos políticos e os partidos políticos vivem de lugares para os seus amigos. Então esquartejou-se um país, que pouco maior é que uma quinta grande, em milhares e milhares de quintais, as freguesias, algumas com cerca de 1 km2 de área. Esse quadrado de 1 km de lado (que pode ser um grande pomar ou uma grande plantação de tomates) custa-nos um edifício para uma Junta de Freguesia, com todas as despesas de manutenção, uma série de adjuntos, secretários, … (eu sei lá!) que trabalham directa ou indirectamente para essa Junta. Não sei quanto gasta o Estado (todos nós) para sustentar esta chusma de gente perfeitamente desnecessária. E agora falam novamente em regionalização. Para quê? Para aumentar o número de tachos. Não tentem convencer-me que descentralizar é o mesmo que regionalizar. Qualquer Governo pode descentralizar mas, até hoje, nenhum o fez. Isso não dá mais empregos para os amigos. Regionalizar, isso sim. Aparecem os tachos. Portanto, a pergunta se é a favor ou contra a regionalização é demasiado simplista. Eu sou a favor da regionalização desde que se agrupem dezenas de freguesias numa só. Sou contra a regionalização se ela trouxer aumento da despesa.

A política, depois do 25 de Abril, serviu para tudo. Até para colocar no Parlamento um número de deputados perfeitamente idiota por exagerado. Que nos gastam uma fortuna e pouco fazem. Basta ir visitar o Parlamento num qualquer dia. Eu estive lá em Janeiro e fiquei chocada. Saem, entram, lêem o jornal, vêem o correio electrónico, actualizam os facebooks, h5 e afins, jogam nos computadores. Uma vergonha. Quando o deputado que tem a palavra, termina a sua exposição, os do seu grupo parlamentar, que não ouviram rigorosamente nada, batem palmas. Para um país como o nosso, 50 deputados chegavam e sobravam. E a desculpa de que os políticos têm que ser bem pagos para se minimizar a corrupção, até assusta. Mostra bem o conceito que eles têm dos seus valores éticos.

Aqui há uns anos, ainda no tempo do escudo, estava a almoçar num restaurante e ouvi a conversa de dois cavalheiros da mesa contígua. Um deles tinha entrado para o parlamento numa substituição. O presidente da bancada sugeriu-lhe que fizesse parte da Comissão da Agricultura. O dito cavalheiro disse que, sendo advogado, não fazia sentido pertencer a uma Comissão de que nada sabia. Mas o presidente insistiu. Como não havia vagas noutra Comissão, ele devia aceitar a da Agricultura porque, por cada assinatura, recebia 20 contos. É esta a ética dos parlamentares. Roubar o mais que podem. E ainda têm a lata de dizer que estão lá por Portugal e pelos Portugueses. Estão lá por eles e para eles.

O PEC, cuja finalidade tenta ser tirar-nos do buraco onde dezenas de Governos nos meteram, só aponta no sentido de prejudicar os que não estão ligados à política. Ninguém fala do que podíamos poupar se reduzíssemos significativamente o número de freguesias ou o número de deputados. Reduzir o número de tachos não agrada aos políticos, mesmo para bem do país que eles dizem representar.

Portugal não merece os séculos de história que tem. Comporta-se como um emergente novo-rico sem princípios. Mas isto vai acabar na rua, não com cravos mas com sangue. Já faltou mais.

(Tudo o que disse não se aplica a qualquer político honesto que eventualmente exista)


sábado, 17 de abril de 2010

Os mortos não falam

As escutas que envolviam o nosso primeiro foram destruídas.
A Independente foi fechada.
Os papeis da Covilhã (Guarda?) desapareceram.
...
Os mortos não falam. Quanto aos vivos com responsabilidades que, no Parlamento, dizem "manso é a tua tia, pá" deviam ser calados.

A carreira política é a única onde se pode entrar sem qualquer habilitação, educação, qualificação, ... e onde se é patrão de si mesmo. Daí a qualidade deplorável da maioria.

É o país que um povo de analfabetos, mesmo que qualificados, quer que tenhamos. E, em democracia, a opinião de dez patetas insensatos vale mais que a de dois inteligentes sensatos.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Até que enfim

Um pai que, em vez de lutar por condições que lhe permitam estar mais tempo com os seus filhos, luta para que os infantários e escolas estejam abertos o maior número de horas possível, para mim, é um pai que ou não aprecia a companhia do filho, ou não está para o aturar. Esta tem sido a posição da CONFAP, presidida pelo Sr. Albino Almeida. Não tenho estado de acordo com as posições que a CONFAP tem tomado. A sensação que tenho é que para as Associações de Pais, o papel dos Pais termina no dia em que, pela primeira vez, depositam o seu rebento no infantário. A partir daí, quem tem a obrigação de os educar, ensinar e inserir na sociedade são as Educadoras de Infância e os Professores. “A educação compete aos Pais, a instrução às escolas e a cultura aos Avós” – uma verdade que li há muito tempo.

Finalmente vejo uma atitude do Sr. Albino Almeida com a qual estou completamente de acordo. Os pais dos alunos que pratiquem bullying devem ser responsabilizados. O bullying tem sido encarado com alguma leviandade e foi preciso ocorrer um caso muito grave em Mirandela para que este assunto começasse a ser encarado como um problema muito sério.

Há vários países europeus onde, por muito menos do que isso, os Pais são responsabilizados. Espero que a Ministra da Educação, ao menos no caso do bullying, comece a punir a irresponsabilidade de tantos Pais.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Solidariedade com a Madeira e o Haiti

põe-te a mexer…


solidariedade com a madeira e o haiti

28 de março – marginal de leça da palmeira – 10h00

vamos caminhar e ajudar a madeira e o haiti.

contribua e vista a t-shirt desta causa

o valor será enviado na íntegra para a madeira e o haiti, através dos lions e rotary.

locais de inscrição:
postos de turismo de matosinhos e leça da palmeira
juntas de freguesia do concelho de matosinhos
contactos:
clubes rotary do concelho de matosinhos
clubes lions do concelho de matosinhos



Os Clubes Lions da Divisão 5 do Distrito 115 CN e os Clubes Rotary de Matosinhos, em colaboração com a Câmara Municipal de Matosinhos e a Matosinhosport, vão levar a cabo esta iniciativa para angariar fundos para a Madeira e o Haiti.


Vamos ser solidários com os que precisam de nós.


Apareçam! Divulguem!

Informações neste blogue

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O poder de um cartão

Conheci uma rapariga cujo namorado ganhou 10.000 contos num qualquer jogo da Santa Casa, num dos últimos anos da década passada. Nem ela nem ele estavam preparados para ter tanto dinheiro. O deslumbramento foi a desgraça deles. Fizeram uma bonita festa de casamento. Compraram um carro pequeno mas com todos os extras que imaginar se possa. Comeram e pagaram aos amigos grandes mariscadas. Enfim. Esbanjaram até ficarem sem nada. Agora vivem do seu trabalho numa casinha alugada. Para quem não tem uma formação muito sólida, o dinheiro deslumbra.

O poder é como o dinheiro. Também deslumbra. Há muita gente, diria mesmo, a maioria das pessoas não tem preparação para ter poder. Fica deslumbrada e quanto mais poder tem, mais poder quer ter. E utiliza esse poder de maneiras muito pouco éticas. A palavra “Ética” deveria sair dos dicionários e ser praticada pelos cidadãos. Todos.

É uma pena que qualquer português possa ser político mesmo que seja ignorante, mal formado, mal educado, trapaceiro, burlão, pouco mais que analfabeto,… Apenas tem quer ter um cartão partidário. Não será exigência a menos para quem devia ter a seu cargo o futuro dos seus concidadãos?

O valor que tem um cartão que nada vale!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Separação de poderes

A separação de poderes é uma treta. Basta vermos que o Procurador-geral da República, Pinto Monteiro, foi nomeado pelo Presidente da República, sob proposta do Governo. Ou seja, o PGR é um homem da confiança do Governo.

Não discuto a legitimidade que o jornal Sol tinha para publicar as escutas. O que é facto é que neste momento elas são públicas e graves. Ainda bem que o Sol as publicou. As dúvidas que ficaram pendentes na altura tinham razão de ser.

José Sócrates nada diz sobre o conteúdo das conversas telefónicas. Agarra-se com unhas e dentes à separação de poderes e vira advogado de defesa de Pinto Monteiro e Noronha do Nascimento. Mal fora que ele não defendesse o seu “escolhido”.

Em Portugal nenhum juiz, em tempo algum, terá coragem para condenar um poderoso. Nem os advogados do jet-set o deixariam. Aliás os políticos só se lembram dos problemas da justiça quando um deles está no “barulho”.
São os juízes que temos, os advogados que temos e ao políticos que temos.

Talvez Nossa Senhora de Fátima ainda vá a tempo de nos acudir. E esteja disposta a isso.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Parabéns Paula

Mandaram-me estes despachos pela internet. Vou supor que são verdadeiros.


Tanto tempo que se tem demorado com a avaliação da função pública. Afinal pode avaliar-se uma pessoa em 5 (cinco) dias. Mas há mais. Cinco dias dão para avaliar a lealdade a competência, a dedicação e as qualidades pessoais e profissionais. A Paula deve ser mesmo uma profissional fora de série. Parabéns Paula! Continue assim que vai longe na vida.
Quanto terá ganho a Paula nestes dias? Para onde terá ido? Para longe?

sábado, 30 de janeiro de 2010

A cantiga do costume

Em 2002, quando Durão Barroso tomou posse de primeiro-ministro, declarou que o PS de Guterres tinha deixado o país de tanga. E estivemos três anos a apertar o cinto.
Em 2005, José Sócrates não usou o termo tanga mas a conversa foi a mesma a mandou apertar o cinto.
Em 2009, José Sócrates é novamente primeiro-ministro e manda apertar o cinto.
Convenhamos que estas medidas custam muito a aceitar, principalmente quando nos dizem que os mais de sete anos em que apertámos o cinto não serviram rigorosamente para nada. Que é feito da poupança para a qual nós contribuímos? Será que não se fazem furos em cintos Prada ou Versace? Só se fazem nos cintos da feira ou do comércio de bairro?
O ministro das Finanças disse que aceitaria diminuir o seu salário se fosse preciso. Mas não vai ser, por Deus. Estão tantos a apertá-lo que a vez dele não chegará.
Se eu ganhasse o que ganham os políticos (alcavalas incluídas) ou os colocados por eles, estava-me nas tintas para estas bagatelas destas medidas. O meu dia-a-dia continuava a ser rigorosamente o mesmo. Assim, terei que apertar o cinto, do comércio de bairro, mais uma vez não sei por quanto tempo. Uma coisa sei. Não vai servir de nada.

O próximo PM, está bem de ver, vai-nos mandar apertar o cinto.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Na Assembleia da República

Estive na Assembleia da República. Antes da visita guiada, que valeu a pena, estivemos a assistir aos trabalhos a que se seguia uma votação. Fiquei chocada com a postura dos deputados. Enquanto um falava, os outros saíam, entravam, falavam, faziam barulho, liam o jornal, viam o correio electrónico, actualizavam o facebook, viam os jornais on-line, riam, telefonavam,… eu sei lá. Uma balbúrdia inaceitável. Uma falta de respeito por quem estava a falar que eu nunca admitiria numa sala de aula. Limitavam-se a bater palmas quando o porta-voz do seu partido acabava de falar, apesar de não terem ouvido uma só palavra.
Estas senhoras e estes senhores, que decidiram que os professores têm que prestar provas quando iniciam a sua carreira, estão ali sem terem prestado qualquer prova e o exemplo que dão é perfeitamente lamentável. Apenas possuem o cartão de um partido.
Começarei a respeitar os políticos quando eles decidirem diminuir a quantidade de gente que deambula pelos corredores da política. Ali e nos milhares de autarquias em que Portugal está retalhado. Um país pouco maior que uma quinta e que, ainda por cima está falido, não justifica 230 deputados. 50 chegavam e sobravam. Como não há nada que justifique que haja freguesias, maioritariamente rurais, que têm um quilómetro quadrado.
Mas o objectivo de todos os partidos é arranjar o maior número de tachos para os seus filiados e amigos.
Que moral têm estes portugueses para decidirem do futuro dos seus concidadãos?

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Adeus Red Bull Air Race

No estado comatoso a que os políticos conseguiram levar o nosso país, o Red Bull Air Race não é nada. Mas mostra mais uma vez que, para os políticos, Portugal é Lisboa e o resto é paisagem. Os governantes não aguentaram ver o sucesso de uma prova de renome mundial nas zonas ribeirinhas do Porto e Gaia. Por coincidência duas autarquias PSD. E toca a “roubá-lo” para Lisboa.
Não entro em disputas Lisboa-Porto e, embora seja tripeira de corpo e alma, tenho muitos e bons familiares e amigos em Lisboa. Tenho lá quase todas as grandes amigas que comigo viveram cinco anos de internato no Instituto de Odivelas.


O poder centralista do Governo deste país raia o foro patológico. O mesmo Governo que propagandeia a regionalização. Não haverá aqui alguma incongruência?


Mas Senhores governantes, há coisas que o poder e o dinheiro não compram. Por muito que isso vos doa. O vinho do Porto será sempre do Porto, os lenços dos namorados serão sempre do Minho, os doces de ovos de Amarante serão sempre de Amarante, os galos de Barcelos serão sempre de Barcelos, os bordados de Tibaldinho serão sempre de Tibaldinho, o Castelo de Guimarães será sempre de Guimarães, o Festival Internacional de Jardins de Ponte de Lima será sempre de Ponte de Lima, as barricas de ovos moles serão sempre de Aveiro, os covilhetes de Vila Real serão sempre de Vila Real, as clarinhas de Fão serão sempre de Fão, os espigueiros do Soajo serão sempre do Soajo,…
E poderia ficar aqui dias a enumerar tantas e tantas coisas que nunca irão para a capital. Que nos levem o Red Bull Air Race. Continuaremos a ser imensamente ricos.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Mais amigo do Godinho que do Sócrates

Não se pode admitir que um cidadão, para saber onde é uma determinada instituição, se veja obrigado a ir perturbar o Sr. Vara quando se encontra muito competentemente a trabalhar no seu gabinete. O Sr. Vara até foi bem querido em atender o Sr. Godinho e em lhe dar ensinado o caminho. Eu teria dito ao porteiro para lhe explicar. “Tadinho” do Sr. Vara! Ser perturbado por uma porcaria destas! Nem um polícia para tirar a dúvida ao Sr. Godinho?!!
Se o Sr. Godinho chegar a ser preso, para se dar por concluído o processo das faces ocultas (bem pouco ocultas, por sinal) sem beliscar nenhum poderoso, podíamos quotizar-nos e comprar-lhe um GPS para quando saísse.

Mas, se louvei a atitude do Sr. Vara por ter recebido e ensinado o caminho para a EDP (Julgo eu) ao Sr. Godinho, que ele mal conhecia, já não acho bem que tenha omitido do seu grande amigo Sr. Sócrates a carta que o avisava que o primeiro-ministro estava a ser escutado. Se fosse muito amigo, tê-lo-ia avisado mesmo dizendo-lhe que era uma brincadeira sem interesse nenhum.

Termino perguntando. Será que esta gente quando diz estas patranhas pensa que nós acreditamos? Será que pensam que nos comem por lorpas? Será que não vêm o ridículo em que caem?

Que o Menino Jesus nos acuda!

sábado, 5 de dezembro de 2009

As escutas

Podem-me escutar à vontade. Ouvirão apenas o que qualquer cidadão realista dirá no que se refere à desgraça deste país. Ouvir-me-ão dizer mal de muitos políticos. Ouvir-me-ão dizer que a justiça está subjugada à política. Ouvir-me-ão dizer muitas outras coisas que me magoam porque sou portuguesa e tenho vergonha de tanta e tanta coisa que se passa no meu país. Não ouvem certamente calão porque, pura e simplesmente, não o uso. Não me ouvem achincalhar ninguém porque não fui educada a fazê-lo.
Mas já estou cheia das escutas do Sr. Vara, do Sr. Sócrates & Companhia. Já todos sabemos que, se este caso, por milagre, chegar ao fim, o Sr. Godinho vai pagar por todos. Pressinto muita podridão nisto tudo. Pressinto que nenhum juiz será capaz de punir um poderoso deste país. Pressinto que os advogados mediáticos utilizarão todo e qualquer método para “safar” um poderoso.
Acabemos com os desperdícios dos dinheiros públicos em processos que me parecem de faz de conta. Faz de conta que se continua a investigar quando, na prática, o processo está acabado.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Educação

A quem me dizia que dava a Isabel Alçada o benefício da dúvida, aqui fica a resposta.
Este Governo continua a dizer que esta avaliação tem em vista a competência. Onde? Por favor mostrem-me onde. É que eu não consigo ver em nenhuma fase da avaliação a competência. Os professores andam preocupados com "os lindos" e a burocracia e a deixar para último a preparação das aulas. É que isso não conta para a avaliação. E agora, em que o Director (ainda que não seja titular) é que escolhe os avaliadores, a avaliação corre o risco de ser política. Nalgumas escolas sei que o será.A quem me dizia "vamos ver o que pensa Isabel Alçada", aqui temos o que eu disse. Isabel Alçada, como todos os outros Ministros, não estão lá para pensar. Estão para fazer e dizer o que o chefe manda.
Não há Salazar mas há salazaritos...
Continuamos a ter os políticos que merecemos. E o país que merecemos. É a outra face da democracia.

Faces ocultas

Desde que vivemos em democracia já houve dezenas de casos de “faces ocultas” que foram assunto de dias semanas ou meses na comunicação social, e isto é uma milionésima parte do que passa nos bastidores da política.
Há corrupção em abundância e, para isso, tem que haver os que corrompidos e os que corrompem que são igualmente trafulhas.


Mas a justiça portuguesa é de uma previsibilidade que incomoda. Todos sabemos, logo no início como acabam os processos que dá jeito não prescreverem.
Todos sabemos que havendo um Bibi na questão, esse paga por todos. Se só há gente graúda, há sempre os advogados da moda para conduzirem tudo no sentido da prescrição ou da “não prova”. É que eles também ganham o seu quinhão…
Neste país, desde que se tenha poder, o crime compensa.
Quanto à comunicação social só fala enquanto vende. A partir daí deixa cair no esquecimento.

Para os ex pilha galinhas, como lhes chamou o Medina Carreira, estes juízes, estes advogados e esta comunicação social é uma bênção.
Só não percebo por que é que se gasta tanto tempo e dinheiro em anos de investigações quando já todos sabemos como tudo termina.