domingo, 25 de julho de 2010

Salazar

“A agência Bloomberg escreve hoje que o antigo ditador António de Oliveira Salazar poderia ser recordado como o melhor investidor que Portugal já teve, caso o banco central português autorizasse o país a beneficiar das suas reservas de ouro.
Em proporção com o tamanho da economia, Portugal armazena mais ouro que qualquer outro país na Europa, a maioria do qual acumulada durante os 36 anos da ditadura de Salazar com poupanças e o dinheiro das exportações portuguesas, incluindo volfrâmio (tungsténio) e da indústria conserveira.”


Afinal a “pesada herança” valeu a pena.

A Salazar tenho que estar grata por não ter usado o dinheiro dos meus impostos em proveito próprio nem ter permitido o mesmo aos que o rodeavam. O mesmo não posso dizer dos políticos de hoje.


quinta-feira, 22 de julho de 2010

Escolha fácil

Entre brincar às Constituições ou brincar aos Governos, prefiro que brinquem às Constituições. É que esta última brincadeira ainda é anteprojecto e as brincadeiras do Governo estão-nos a sair muito caras.
Que Nosso Senhor ilumine estas cabeças!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

O Estado do País

Calamitoso!

Sócrates resolveu fazer Mega-Agrupamentos de Escolas. Vai “despedir” umas dezenas de Directores. Bem sei que o aumento que os Directores das Escolas tiveram, foi escandalosamente grande. Maria de Lourdes Rodrigues precisou de os comprar para conseguir chegar a algumas escolas. Mas, o que o Estado encaixa é irrisório.


Se em vez de Mega-Agrupamentos de Escolas, o Governo fizesse Mega-Agrupamentos de Freguesias, de Deputados, de Comissões, de carros oficiais, de Governos Civis, de Empresas Públicas, de Comissários Políticos em tudo quanto é sítio, aí sim, aí encaixava o suficiente para nos deixar viver.

Mas com partidos políticos temos que sustentar esta chusma de parasitas. O que quer dizer que, se em democracia não temos solução e se sem partidos não há democracia, estamos tramados. Mesmo.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Pela imprensa

“Relação anulou crime de corrupção a Isaltino”. Possivelmente, como Domingos Névoa, não corrompeu as pessoas certas. Ou será que se provou que a cabeleireira, mulher do primo taxista, ganha mesmo milhões no salão?...

"Assis acusa Passos de criar uma espécie de ameaça de Verão". Se o que diz Francisco Assis fosse credível, estávamos todos fechados em casa com medo de Pedro Passos Coelho. O PS não sabe mesmo viver em democracia sem maioria absoluta.

“Metade dos alunos com negativa no exame de Matemática do 9º ano”. Se, no ano passado, a subida das notas “mostrou” o sucesso das reformas, o resultado deste ano “mostra” o falhanço das ditas.

“Dois terços do peixe consumido em Portugal é importado”. Isto num país que já foi de pescadores. O país da Europa com maior número de quilómetros de costa por quilómetro quadrado de terra.


A nossa passividade mostra que nós merecemos os Governos que temos. Os nossos antepassados é que não merecem que destruamos o que nos deixaram de herança.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Portugueses filhos e portugueses enteados

Paga-se portagem na A1 entre Lisboa e Alverca? E na A2 entre Lisboa e Coina? E na A5 entre Lisboa e Porto Salvo/Oeiras? E na A8 entre Lisboa e Loures? E na A23? E no IC2 entre Lisboa e Póvoa de Santa Iria? E no IC2 entre Almada e a Costa de Caparica? E no IC19 entre Lisboa e Sintra? E no IC21 entre Coina e o Barreiro? E n0 IC32 entre a A2 (Coina) e Alcochete?
Estamos a falar de cerca de 1000 km na zona da Grande Lisboa, a zona com maior poder de compra do país, ou não estivessem lá todos os decisores dos nossos destinos.

Vila do Conde, Póvoa do Varzim, Espinho, Esposende, Ovar e tantas outras terras estão para o Porto como Sintra, Costa da Caparica, e todas as referidas acima estão para Lisboa.

Por que se decidiu vir buscar o dinheiro aos portugueses que vivem no Norte e no Centro?
Por que se pode ir, em auto estrada, de Lagos a Vila Real de Santo António (140 km) ou de Lisboa a Sintra (30 km) sem pagar um cêntimo e não se pode ir do Porto a Vila do Conde (30 km) nas mesmas condições?

Se os lisboetas e algarvios não querem, e bem, pagar as estradas do norte, os do norte também não querem, e bem, pagar as estradas de Lisboa e do Algarve.

Se os políticos se recusam a diminuir a despesa do Estado nos meandros políticos, redução que podia chegar aos 50%, e optam por nos vir buscar mais ao bolso, então ou pagam todos ou não paga ninguém. As excepções vão criar injustiças e permitir falcatruas. Todos o sabemos. Cobrem-se portagens em todas as SCUTS e auto-estradas, de norte a sul e de este a oeste, e diminua-se o custo dessas portagens.

A dúvida que me resta é saber para onde vão os muitos impostos que os portugueses pagam.

sábado, 26 de junho de 2010

Situação insustentável

“Um Presidente da República não pode nunca dizer que ‘Portugal vive uma situação insustentável’ porque isso cria dificuldades ao próprio país. Ao Presidente da República cabe não palavras de depressão, não palavras que desmobilizem os portugueses mas uma palavra de confiança. E se a situação é insustentável o que é que ele fez para impedir que a situação fosse insustentável. Ela avisou? Ele preveniu? Mas o Presidente da República não é eleito para avisar; não é eleito para prevenir. O Presidente da República tem poderes que estão consagrados na Constituição. Portanto de quem é a culpa?” – palavras de Manuel Alegre na sua pré-campanha eleitoral.

Para Manuel Alegre, como para Sócrates, não de deve dizer a verdade. Deve dourar-se a pílula. Recuso-me a aceitar isso. Não estamos a falar para crianças, estamos a falar para adultos que vivem em sérias dificuldades que Manuel Alegre, ou Sócrates, não conhecem. Não sabem o que é viver a contar os tostões diariamente. Viver à espera que o fim do mês chegue depressa.
Mas numa coisa eu concordo com Manuel Alegre. O Presidente da República tem poderes consagrados na Constituição para ter evitado que a situação chegasse onde chegou. Ao insustentável. Cavaco Silva teve muitas oportunidades para demitir o Governo. Por muito menos, Jorge Sampaio demitiu o Governo de Santana Lopes.

O que eu não esperava é que esta opinião viesse dum socialista. Mais. De um socialista candidato à Presidência da República e, ainda por cima, apoiado pelo próprio Partido Socialista. Boa! Gostei.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Martin Niemoller

“Quando os nazis levaram os comunistas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era comunista. Quando eles prenderam os sociais-democratas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era social-democrata. Quando eles levaram os sindicalistas, eu não protestei, porque, afinal, eu não era sindicalista. Quando levaram os judeus, eu não protestei, porque, afinal, eu não era judeu. Quando eles me levaram, não havia mais quem protestasse”

Martin Niemoller
(Lippstadt, 14 de janeiro de 1892 — Wiesbaden, 6 de março de 1984)

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Moçambique? Portugal?

Rico é quem possui meios de produção. Rico é quem gera dinheiro» dá emprego. Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro. Ou que pensa que tem. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele. A verdade é esta: são demasiado pobres os nossos “ricos”. Aquilo que têm, não detêm. Pior, aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros. É produto de roubo e de negociatas. Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram. Vivem na obsessão de poderem ser roubados.
Necessitariam de forças policiais à altura. Mas forças policiais à altura acabariam por os lançar a eles próprios na cadeia. Necessitariam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade. Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem.




Coitados dos novos ricos. São como a cerveja tirada à pressão. São feitos num instante mas a maior parte é só espuma. O que resta de verdadeiro é mais o copo que o conteúdo. Podiam criar gado ou vegetais. Mas não. Em vez disso, os nossos endinheirados feitos sob pressão criam amantes. Mas as amantes (e/ou os amantes) têm um grave inconveniente: necessitam ser sustentados com dispendiosos mimos. O maior inconveniente é ainda a ausência de garantia do produto. A amante de um pode ser, amanhã, amante de outro. O coração do criador de amantes não tem sossego: quem traiu sabe que pode ser traído.

...

E lá estão eles imitando os outros, assimilando os tiques dos verdadeiros ricos de lugares verdadeiramente ricos. Mas os nossos candidatos a homens de negócios não são capazes de resolver o mais simples dos dilemas: podem comprar aparências, mas não podem comprar o respeito e o afecto dos outros. Esses outros que os vêem passear-se nos mal-explicados luxos. Esses outros que reconhecem neles uma tradução de uma mentira. A nossa elite endinheirada não é uma elite: é uma falsificação, uma imitação apressada.

...

Os nossos ricos dão uma imagem infantil de quem somos. Parecem crianças que entraram numa loja de rebuçados. Derretem-se perante o fascínio de uns bens de ostentação.
Servem-se do erário público como se fosse a sua panela pessoal. Envergonha-nos a sua arrogância, a sua falta de cultura, o seu desprezo pelo povo, a sua atitude elitista para com a pobreza.



Os índios norte-americanos que sobreviveram ao massacre da colonização operaram uma espécie de suicídio póstumo: entregaram-se à bebida até dissolverem a dignidade dos seus antepassados. No nosso caso, o dinheiro pode ser essa fatal bebida. Uma parte da nossa elite está pronta para realizar esse suicídio histórico. Que se matem sozinhos. Não nos arrastem a nós e ao país inteiro nesse afundamento.


Mia Couto

sábado, 19 de junho de 2010

Haja bom senso

Detesto hipocrisias. Tenho pena de todas as pessoas que morrem porque eu gosto da vida e desejo, para os outros, aquilo que, para mim, é bom.

Morreu um homem – José Saramago. Um português da cultura que escolheu viver em Espanha. Um português que levou Portugal a todo o mundo. Daí a haver dois dias de luto nacional, um avião, pago por nós, para ir buscar o corpo de Saramago a Espanha e 24 horas diárias da comunicação social a falar da sua morte, vai um exagero que não entendo.

Na minha opinião não há insubstituíveis. A vida continua, morra quem morrer nem que essa morte seja a de um humilde pai de família que era o sustento de todos os seus.

Saramago ganhou um prémio Nobel. É um orgulho para Portugal. Nessa altura, cheguei a ouvir, ver e ler que Portugal ganhou o seu primeiro prémio Nobel. Santa ignorância! O nosso grande Egas Moniz ganhou um prémio Nobel em 1949. Um homem que teve uma vida difícil por causa da sua actividade política em prol da liberdade de expressão e pensamento. “As suas duas descobertas mais importantes foram a angiografia cerebral, conseguida em 1927 e a leucotomia pré-frontal, concretizada em 1935. A primeira foi premiada com o Prémio de Oslo de 1945 e a segunda com o Prémio Nobel de Medicina e Fisiologia em 1949.” Alguém se lembra de Egas Moniz? Alguém fala em Egas Moniz? Por acaso faz parte do percurso escolar dos jovens uma alusão ao trabalho e à vida de Egas Moniz? Quantos portugueses já visitaram a Casa-Museu Egas Moniz em Avanca? Eu já a visitei três ou quatro vezes e já lá levei dois grupos de jovens.

Até na morte é preciso ter sorte.

Será que algum peso na consciência leva a que a morte de Saramago tenha este mediatismo? Agora todos adoram o homem, o cidadão português e o escritor. Se morresse o Cristiano Ronaldo também teríamos luto nacional? Tivemos este exagero quando morreu a Engenheira Maria de Lourdes Pintassilgo, que exerceu o cargo de Primeira-ministra deste país? Tivemos este exagero quando morreu a Grande Sophia de Melo Breyner? Tivemos este exagero quando morreu o grande Eugénio de Andrade? E tantos, tantos homens e mulheres de valor que nos deixaram heranças notáveis mereceram isto?

Eu sei que é "bem" dizer que já se leu muito Saramago, que se adora a escrita de Saramago, que é o maior escritor português. Mas eu não ligo ao que é “bem”, digo o que penso e dou a cada pessoa o direito a ter os seus gostos e as suas preferências.

Enquanto escritor não me vai fazer falta. Tenho cinco livros dele e não consegui ler nenhum até ao fim. Não aprecio a sua forma de escrever e tenho esse direito.

Como cidadã portuguesa, também não vou sentir a sua falta. Por algumas vezes me senti incomodada com as palavras de Saramago ao país onde nasceu.

Enquanto católica praticante, Saramago também não me vai fazer falta. Respeito todas as convicções religiosas e todas merecem respeito. A minha nem sempre foi respeitada por Saramago.

Que descanse em paz!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

O que o berço dá, a tumba leva...

...diz o povo que é sábio, ou melhor, era sábio quando criava provérbios que traduziam verdades que ainda hoje o são.

Quando se tratou de reduzir o vencimento dos políticos em apenas 5%, o nosso primeiro disse ser contra gestos simbólicos e mais a favor de resultados. Teve que engolir para arranjar o “arranjinho” com Passos Coelho.

Hoje, dia em que se promulga a lei que permite o casamento entre homossexuais, o nosso primeiro almoçou com representantes de movimentos de gays e lésbicas numa atitude que, segundo ele, é meramente simbólica.
Onde fica a coerência?

O nosso primeiro quis falar com Xico Buarque mas teve necessidade de dizer que este é que queria estar com ele. Quando Xico Buarque se indignou e publicamente disse que o nosso primeiro é que pediu para estar com ele (e trazer autógrafos para a família e amigos), veio um comunicado alegando um “erro de transmissão”.
Onde fica a verdade?


Não há nada a fazer. Facadas na verdade e na coerência são a imagem de marca do nosso primeiro.
A incoerência e a fuga à verdade estão-lhe nos cromossomas.

sábado, 22 de maio de 2010

Doze motoristas designados no mesmo dia?!

Sócrates falou em crise? Falou em reduzir a despesa? Disse que os sacrifícios pedidos eram iguais para todos?
Então que é isto?
E que tal se reduzisse substancialmente o número dos seus motoristas?

Despacho n.º 8346/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Requisita à empresa Deloitte & Touche, Lda., António José Oliveira Figueira, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
Despacho n.º 8347/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Requisita à Associação dos Bombeiros Voluntários de Colares Rui Manuel Alves Pereira, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
Despacho n.º 8348/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Requisita ao Sindicato dos Trabalhadores de Escritório, Comércio, Hotelaria e Serviços Vítor Manuel Gomes Martins Marques Ferreira, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
Despacho n.º 8349/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública Augusto Lopes de Andrade para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
Despacho n.º 8350/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Requisita à empresa Companhia Carris de Ferro de Lisboa, S. A.,Arnaldo de Oliveira Ferreira, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
Despacho n.º 8351/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa o assistente operacional Jorge Martins Morais da Secretaria-Geral do Ministério da Cultura, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
Despacho n.º 8352/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa o assistente operacional Jorge Orlando Duarte Vouga do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, I. P., para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
Despacho n.º 8353/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública Jorge Henrique dos Santos Teixeira da Cunha para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
Despacho n.º 8354/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa a agente principal da Polícia de Segurança Pública Liliana de Brito para exercer funções de apoio administrativo no Gabinete do Primeiro-Ministro
• Despacho n.º 8355/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública José Duarte Barroca Delgado para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
Despacho n.º 8356/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública Manuel Benjamim Pereira Martinho para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
Despacho n.º 8357/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública Horácio Paulo Pereira Fernandes para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
Despacho n.º 8358/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública Custódio Brissos Pinto para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro

sexta-feira, 21 de maio de 2010

"Eu já vivi o vosso futuro"

Declarações do escritor e dissidente soviético, Vladimir Bukovsky, sobre o Tratado de Lisboa

"É surpreendente que após ter enterrado um monstro, a URSS, se tenha construído outro semelhante: a União Europeia (UE).
O que é, exactamente a União Europeia? Talvez fiquemos a sabê-lo examinando a sua versão soviética.
A URSS era governada por quinze pessoas não eleitas que se cooptavam mutuamente e não tinham que responder perante ninguém. A UE é governada por duas dúzias de pessoas que se reúnem à porta fechada e, também não têm que responder perante ninguém, sendo politicamente impunes.
Poderá dizer-se que a UE tem um Parlamento. A URSS também tinha uma espécie de Parlamento, o Soviete Supremo. Nós, (na URSS) aprovámos, sem discussão, as decisões do Politburo, como na prática acontece no Parlamento Europeu, em que o uso da palavra concedido a cada grupo está limitado, frequentemente, a um minuto por cada interveniente.
Na UE há centenas de milhares de eurocratas com vencimentos muito elevados, com prémios e privilégios enormes e, com imunidade judicial vitalícia, sendo apenas transferidos de um posto para outro, façam bem ou façam mal. Não é a URSS escarrada?
A URSS foi criada sob coacção, muitas vezes pela via da ocupação militar. No caso da Europa está a criar-se uma UE, não sob a força das armas, mas pelo constrangimento e pelo terror económicos.
Para poder continuar a existir, a URSS expandiu-se de forma crescente. Desde que deixou de crescer, começou a desabar. Suspeito que venha a acontecer o mesmo com a UE. Proclamou-se que o objectivo da URSS era criar uma nova entidade histórica: o Povo Soviético. Era necessário esquecer as nacionalidades, as tradições e os costumes. O mesmo acontece com a UE parece. A UE não quer que sejais ingleses ou franceses, pretende dar-vos uma nova identidade: ser «europeus», reprimindo os vosso sentimentos nacionais e, forçar-vos a viver numa comunidade multinacional. Setenta e três anos deste sistema na URSS acabaram em mais conflitos étnicos, como não aconteceu em nenhuma outra parte do mundo.
Um dos objectivos «grandiosos» da URSS era destruir os estados-nação. É exactamente isso que vemos na Europa, hoje. Bruxelas tem a intenção de fagocitar os estados-nação para que deixem de existir.
O sistema soviético era corrupto de alto a baixo. Acontece a mesma coisa na UE. Os procedimentos antidemocráticos que víamos na URSS florescem na UE. Os que se lhe opõem ou os denunciam são amordaçados ou punidos. Nada mudou. Na URSS tínhamos o «goulag». Creio que ele também existe na UE. Um goulag intelectual, designado por «politicamente correcto». Experimentai dizer o que pensais sobre questões como a raça e a sexualidade. Se as vossas opiniões não forem «boas», «politicamente correctas», sereis ostracizados. É o começo do «goulag». É o princípio da perda da vossa liberdade. Na URSS pensava-se que só um estado federal evitaria a guerra. Dizem-nos exactamente a mesma coisa na UE. Em resumo, é a mesma ideologia em ambos os sistemas. A UE é o velho modelo soviético vestido à moda ocidental. Mas, como a URSS, a UE traz consigo os germes da sua própria destruição. Desgraçadamente, quando ela desabar, porque irá desabar, deixará atrás de si um imenso descalabro e enormes problemas económicos e étnicos. O antigo sistema soviético era irreformável. Do mesmo modo, a UE também o é. (…)
Eu já vivi o vosso «futuro»…"

Retirado daqui

sexta-feira, 14 de maio de 2010

O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem-caráter, nem dos sem-ética.
O que mais preocupa é o silêncio dos bons.


Martin Luther King

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Estou farta!

Em 2001, quando Guterres abandonou o barco, Durão Barroso começou com o cenário da “tanga”. Durão também abandonou o barco e agora estamos no cenário do “fio dental” apesar de os pequeninos andarem há 10 anos a apertar o cinto. Os furos do cinto estão quase na fivela mas, enquanto isso:

"... os portugueses comuns (os que têm trabalho) ganham pouco mais de metade (55%) do que se ganha na zona euro, mas os nossos gestores recebem, em média:
- mais 32% do que os americanos;
- mais 22,5% do que os franceses;
- mais 55 % do que os finlandeses;
- mais 56,5% do que os suecos"
(dados de Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 24/10/08)

Dá ideia que andámos a apertar o cinto para sustentar os nossos gestores e políticos.

De manhã, o PM exultava de alegria com o crescimento da economia. À noite, era público o pacote das drásticas medidas que eu jamais vi neste país. Será o PM bipolar?

E os políticos de Bruxelas?! São aos milhares. Pagamos-lhes milhões e milhões. Com que moral mandam apertar o cinto aos desgraçados? Que diminuam o número dos que andam por lá. Que paguem menos àquela mole de gente.

Estou farta de União Europeia. Estou farta dos políticos. Estou farta de fazer sacrifícios para estar cada vez pior. Estou farta de Portugal.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Subsídio de desemprego

A minha amiga Luisa encontrou na rua uma rapariga que trabalhava numa loja, lá na rua, que fechou. Manifestou-lhe solidariedade e a rapariga respondeu: "Até foi bom. Ganho mais 10,00 € com o subsídio de desemprego do que a trabalhar".
Se acabassem com o subsídio de desemprego, muito desempregado estaria a trabalhar.
Incentivar a preguiça é uma forma de aumentar o desemprego.

Sou a favor de um subsídio de emprego. Quem ficasse desempregado tinha duas alternativas - ficar em casa sem ganhar nada ou ir ajudar numa escola, num hospital, numa Cãmara, numa Junta de Freguesia, numa repartição, ... e, no fim do mês, receber um subsídio de emprego. Isso incentivava a procura de emprego.

Quem ganha mais no desemprego do que a trabalhar, nada fará para arranjar outro emprego.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Ontem foi 25 de Abril

Ontem fiz uma pequena viagem com os meus netos mais velhos. Perguntei ao mais velho o que tinha aprendido na escola sobre o 25 de Abril. Das duas, uma. Ou o(a) professor(a) não sabe o que foi o antigo regime ou a sua opinião é política e não histórica. Acompanho o pouco que de bom e as moles de asneiras que se têm feito neste país. Não entro em euforias e tento ver os sinais que permitem prever como será no futuro. Quando se deu o 25 de Abril eu não vivia à custa dos pais. Não andava no liceu. Nem na universidade. Trabalhava e já era mãe de duas filhas e meia. Uma vida cheia de responsabilidades. Sei reconhecer o que de bom e mau tinha o antigo regime. Tinha muita coisa boa, contrariamente ao que se pretende passar às novas gerações. Mas a alegria com que vivi o 25 de Abril, começou a esmorecer no dia 26 e acabou por desaparecer. Os sinais estavam lá. Era de prever que o povo não tinha capacidade para lidar com a liberdade e que os políticos oportunistas recém-nascidos iam desbaratar a “pesada herança” em dois tempos. E assim foi. E continuamos a ver os políticos a enriquecer escandalosamente. Eles decidem as suas regalias e o povo, que dizem representar, é coisa que nem lhes passa pela cabeça.

A primeira grande asneira foi o lema “somos todos iguais”. Não éramos, não somos e nunca seremos todos iguais. Em educação, em cultura, em trabalho, em honestidade, em frontalidade. Mas para “sermos todos iguais” havia que nivelar. E os sucessivos governos foram nivelando. Cada vez mais por baixo. O que significa que somos cada vez mais diferentes já que, felizmente, houve quem resistisse sempre a esse nivelamento por baixo.

O regime político passou a chamar-se democracia. E nessa coisa a que chamam democracia, o país vive dos partidos políticos e os partidos políticos vivem de lugares para os seus amigos. Então esquartejou-se um país, que pouco maior é que uma quinta grande, em milhares e milhares de quintais, as freguesias, algumas com cerca de 1 km2 de área. Esse quadrado de 1 km de lado (que pode ser um grande pomar ou uma grande plantação de tomates) custa-nos um edifício para uma Junta de Freguesia, com todas as despesas de manutenção, uma série de adjuntos, secretários, … (eu sei lá!) que trabalham directa ou indirectamente para essa Junta. Não sei quanto gasta o Estado (todos nós) para sustentar esta chusma de gente perfeitamente desnecessária. E agora falam novamente em regionalização. Para quê? Para aumentar o número de tachos. Não tentem convencer-me que descentralizar é o mesmo que regionalizar. Qualquer Governo pode descentralizar mas, até hoje, nenhum o fez. Isso não dá mais empregos para os amigos. Regionalizar, isso sim. Aparecem os tachos. Portanto, a pergunta se é a favor ou contra a regionalização é demasiado simplista. Eu sou a favor da regionalização desde que se agrupem dezenas de freguesias numa só. Sou contra a regionalização se ela trouxer aumento da despesa.

A política, depois do 25 de Abril, serviu para tudo. Até para colocar no Parlamento um número de deputados perfeitamente idiota por exagerado. Que nos gastam uma fortuna e pouco fazem. Basta ir visitar o Parlamento num qualquer dia. Eu estive lá em Janeiro e fiquei chocada. Saem, entram, lêem o jornal, vêem o correio electrónico, actualizam os facebooks, h5 e afins, jogam nos computadores. Uma vergonha. Quando o deputado que tem a palavra, termina a sua exposição, os do seu grupo parlamentar, que não ouviram rigorosamente nada, batem palmas. Para um país como o nosso, 50 deputados chegavam e sobravam. E a desculpa de que os políticos têm que ser bem pagos para se minimizar a corrupção, até assusta. Mostra bem o conceito que eles têm dos seus valores éticos.

Aqui há uns anos, ainda no tempo do escudo, estava a almoçar num restaurante e ouvi a conversa de dois cavalheiros da mesa contígua. Um deles tinha entrado para o parlamento numa substituição. O presidente da bancada sugeriu-lhe que fizesse parte da Comissão da Agricultura. O dito cavalheiro disse que, sendo advogado, não fazia sentido pertencer a uma Comissão de que nada sabia. Mas o presidente insistiu. Como não havia vagas noutra Comissão, ele devia aceitar a da Agricultura porque, por cada assinatura, recebia 20 contos. É esta a ética dos parlamentares. Roubar o mais que podem. E ainda têm a lata de dizer que estão lá por Portugal e pelos Portugueses. Estão lá por eles e para eles.

O PEC, cuja finalidade tenta ser tirar-nos do buraco onde dezenas de Governos nos meteram, só aponta no sentido de prejudicar os que não estão ligados à política. Ninguém fala do que podíamos poupar se reduzíssemos significativamente o número de freguesias ou o número de deputados. Reduzir o número de tachos não agrada aos políticos, mesmo para bem do país que eles dizem representar.

Portugal não merece os séculos de história que tem. Comporta-se como um emergente novo-rico sem princípios. Mas isto vai acabar na rua, não com cravos mas com sangue. Já faltou mais.

(Tudo o que disse não se aplica a qualquer político honesto que eventualmente exista)


sábado, 17 de abril de 2010

Os mortos não falam

As escutas que envolviam o nosso primeiro foram destruídas.
A Independente foi fechada.
Os papeis da Covilhã (Guarda?) desapareceram.
...
Os mortos não falam. Quanto aos vivos com responsabilidades que, no Parlamento, dizem "manso é a tua tia, pá" deviam ser calados.

A carreira política é a única onde se pode entrar sem qualquer habilitação, educação, qualificação, ... e onde se é patrão de si mesmo. Daí a qualidade deplorável da maioria.

É o país que um povo de analfabetos, mesmo que qualificados, quer que tenhamos. E, em democracia, a opinião de dez patetas insensatos vale mais que a de dois inteligentes sensatos.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Até que enfim

Um pai que, em vez de lutar por condições que lhe permitam estar mais tempo com os seus filhos, luta para que os infantários e escolas estejam abertos o maior número de horas possível, para mim, é um pai que ou não aprecia a companhia do filho, ou não está para o aturar. Esta tem sido a posição da CONFAP, presidida pelo Sr. Albino Almeida. Não tenho estado de acordo com as posições que a CONFAP tem tomado. A sensação que tenho é que para as Associações de Pais, o papel dos Pais termina no dia em que, pela primeira vez, depositam o seu rebento no infantário. A partir daí, quem tem a obrigação de os educar, ensinar e inserir na sociedade são as Educadoras de Infância e os Professores. “A educação compete aos Pais, a instrução às escolas e a cultura aos Avós” – uma verdade que li há muito tempo.

Finalmente vejo uma atitude do Sr. Albino Almeida com a qual estou completamente de acordo. Os pais dos alunos que pratiquem bullying devem ser responsabilizados. O bullying tem sido encarado com alguma leviandade e foi preciso ocorrer um caso muito grave em Mirandela para que este assunto começasse a ser encarado como um problema muito sério.

Há vários países europeus onde, por muito menos do que isso, os Pais são responsabilizados. Espero que a Ministra da Educação, ao menos no caso do bullying, comece a punir a irresponsabilidade de tantos Pais.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Solidariedade com a Madeira e o Haiti

põe-te a mexer…


solidariedade com a madeira e o haiti

28 de março – marginal de leça da palmeira – 10h00

vamos caminhar e ajudar a madeira e o haiti.

contribua e vista a t-shirt desta causa

o valor será enviado na íntegra para a madeira e o haiti, através dos lions e rotary.

locais de inscrição:
postos de turismo de matosinhos e leça da palmeira
juntas de freguesia do concelho de matosinhos
contactos:
clubes rotary do concelho de matosinhos
clubes lions do concelho de matosinhos



Os Clubes Lions da Divisão 5 do Distrito 115 CN e os Clubes Rotary de Matosinhos, em colaboração com a Câmara Municipal de Matosinhos e a Matosinhosport, vão levar a cabo esta iniciativa para angariar fundos para a Madeira e o Haiti.


Vamos ser solidários com os que precisam de nós.


Apareçam! Divulguem!

Informações neste blogue

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O poder de um cartão

Conheci uma rapariga cujo namorado ganhou 10.000 contos num qualquer jogo da Santa Casa, num dos últimos anos da década passada. Nem ela nem ele estavam preparados para ter tanto dinheiro. O deslumbramento foi a desgraça deles. Fizeram uma bonita festa de casamento. Compraram um carro pequeno mas com todos os extras que imaginar se possa. Comeram e pagaram aos amigos grandes mariscadas. Enfim. Esbanjaram até ficarem sem nada. Agora vivem do seu trabalho numa casinha alugada. Para quem não tem uma formação muito sólida, o dinheiro deslumbra.

O poder é como o dinheiro. Também deslumbra. Há muita gente, diria mesmo, a maioria das pessoas não tem preparação para ter poder. Fica deslumbrada e quanto mais poder tem, mais poder quer ter. E utiliza esse poder de maneiras muito pouco éticas. A palavra “Ética” deveria sair dos dicionários e ser praticada pelos cidadãos. Todos.

É uma pena que qualquer português possa ser político mesmo que seja ignorante, mal formado, mal educado, trapaceiro, burlão, pouco mais que analfabeto,… Apenas tem quer ter um cartão partidário. Não será exigência a menos para quem devia ter a seu cargo o futuro dos seus concidadãos?

O valor que tem um cartão que nada vale!