sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Grande lição

Foi hoje a enterrar um grande homem deste país. Ernâni Lopes conhecia bem a realidade portuguesa e transmitia a sua opinião para quem o queria ouvir. Num país onde o poder político se bate por esconder a realidade, este homem foi colocado no rol dos profetas da desgraça.

 
Em Junho deste ano, Ernâni Lopes dizia, na SIC que “a chave a médio e a longo prazo em termos do modo é valores, atitudes e padrões de comportamento”.

 
Nesse programa mostrou um quadro – a via útil para o futuro. E disse “Peço a vossa compreensão para a dureza do que vou dizer. O único problema é que a dureza não é minha. É da realidade pura e simplesmente.”


"Se não ensinarmos isto aos nossos filhos não vale a pena perder tempo a fazer medidas de pormenor de política monetária."

Num país onde tantos portugueses, incluindo a classe política, incentiva o facilitismo, não valoriza a excelência, adora a moleza, elogia a golpada, desconhece o significado de honra, desvaloriza o conhecimento, apoia a mandriice e vive na aldrabice, as palavras de Êrnani Lopes são mesmo uma grande lição.
Cada um de nós, no nosso metro quadrado, tem obrigação de pôr ém prática as palavras deste homem. Pelo menos para bem dos que nos são mais próximos.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Candidatura chumbada

A candidatura portuguesa e espanhola foi eliminada. Óptimo!
O termos cá o mundial, diziam, trazia muitas vantagens a Portugal. Mas, conhecendo os portugueses como conheço, as despesas iriam ser maiores que as receitas. Iria ser formada mais uma comissão de amigos que iriam enriquecer à nossa custa. Tudo o que por cá se tem feito, tem acabado assim. Haja em vista a Expo e o Euro 2004. Este último, teremos de continuar nós todos a pagá-lo até 2024. Mas aposto que muito oportunista aumentou substancialmente a sua conta bancária à conta destes eventos.
Continuemos, até 2022, a apertar o cinto mas sem pensar em mais despesas de futebol para além do Euro 2004.

sábado, 6 de novembro de 2010

São os próprios deputados que o dizem

Nuno Teixeira, o único deputado madeirense no Parlamento Europeu disse, em entrevista, à SIC Notícias.

 “Quem quiser estar no Parlamento Europeu e passar entre os pingos da chuva, ou seja, não quiser fazer nada, é perfeitamente possível. Uma pessoa pode estar aqui um mandato inteiro e ninguém dar por ela mas quem quiser efectivamente trabalhar e quem quiser empenhar-se e fazer coisas tem muito para fazer, tem muito chão para percorrer e foi essa a opção que eu fiz. Optei por trabalhar porque foi para isso que as pessoas me elegeram, a minha obrigação é essa e eu não faço mais do que o meu dever.”

 A política é isto. A democracia é isto. Arranjam-se tachos para centenas de cidadãos com cartão partidário. Desses, uma meia dúzia trabalha, os outros “passam entre os pingos da chuva” e enchem a conta bancária. Lá, como cá, o número de deputados é estupidamente exagerado. A política portuguesa levou-nos para o lodaçal mas a política europeia vai pelo mesmo caminho. Quem sustenta esta gente toda, a minoria que quer trabalhar e a maioria que quer enriquecer, somos todos nós. E o que nós produzimos não é uma fonte inesgotável. Um dia, tudo isto estoura.

domingo, 17 de outubro de 2010

Óbito de Portugal

Um país que estava de tanga em 2001 e em 2010, depois de serem pedidos sacrifícios consecutivos aos portugueses, está nu. Um país onde os políticos oferecem computadores a milhões de crianças e, a seguir, lhe tiram os meios de subsistência. Um país que deve este mundo e o outro e que precisa que o Orçamento de Estado seja viabilizado para pedir mais dinheiro emprestado. Um país que desbaratou milhões de euros no embuste que é o Programa Novas Oportunidades, cuja finalidade é encher o país de analfabetos, à boa maneira de Salazar, mas comprando-os com uma qualificação. Um país onde os políticos, em tempo de crise e em véspera de eleições, numa atitude irresponsável e criminosa, aumenta 2,9 % ao vencimento dos funcionários públicos. Um país que arranja mecanismos desonestos, a que chama PPP, para fazer obra que os que vierem hão-de pagar. Um país cujos políticos, de norte a sul e de este a oeste, fundam empresas, institutos e afins que de pouco ou nada servem e cuja finalidade é colocar os amigos. Um país que tem um número injustificável de ministérios e com equipas ministeriais assustadoramente grandes onde, por mera coincidência, trabalham filhos e filhas dos correligionários. Um país onde qualquer saloio analfabeto que consiga entrar para a política consegue enriquecer em pouco tempo. Um país que está esquartejado em distritos e freguesias onde (imagine-se!) temos freguesias com 1 quilómetro quadrado e distritos (imagine-se!) com apenas uma freguesia, como é o caso de S. João da Madeira, tudo com a finalidade de arranjar tachos para os filiados partidários. Um país, que pouco maior é que uma quinta grande, onde os políticos viram necessidade de colocar no Parlamento o número máximo de deputados previsto por lei, já de si afrontosamente exagerado. Um país onde os políticos não servem os portugueses mas servem-se dos portugueses. Um país onde, para os políticos, poupar na despesa é apenas diminuir os vencimentos de quem trabalha ou tem uma reforma depois de uma vida de trabalho e ainda por cima têm a pouca vergonha de dizer que o fazem com uma dor na alma. Um país onde se criou, em Março de 1993, a Parque EXPO, uma empresa de capitais públicos para “conceber, executar, construir explorar e desmantelar a Exposição Mundial de Lisboa (EXPO’98)” e passados 18 anos continua a existir e fazer aquilo que sempre se fez sem ela, antes da EXPO. Um país onde o dirigente de um partido político não pára de insultar o adversário com quem quer negociar. Um país que tem um parlamento com gente sem valor e sem valores, sem moral e sem educação. Um país onde a DGCI gastou 220 mil euros a comemorar o aniversário. Um país que, no auge de mais uma crise, gastou uma quantia obscena nas comemorações do 5 de Outubro. Um país onde os políticos brincam com os nossos dinheiros e nunca são responsabilizados. … E podia ficar aqui um ano a escrever os desmandos dos nossos políticos e das nossas políticas.

Um país destes, para mim, chegou ao fundo. Tem de pedir a insolvência. Os políticos deste país já me deram provas mais do que suficientes de que não são honestos, de que não são capazes de governar nem gerir os dinheiros públicos.

Como se pode viabilizar um Orçamento de Estado para esta chafarica? Quem vai assinar a certidão de óbito de Portugal?

É que os do costume vão pagar as asneiras sucessivas dos governantes com uma única certeza – não vai servir de nada. Em 2011 teremos mais e mais gravosos PECs. Os que o vão decidir fazem-no levianamente porque a vida deles não vai ser, nunca foi nem nunca será, minimamente beliscada.

Com partidos políticos nunca teremos mais do que isto e sem partidos políticos, dizem, não temos democracia. Mas se a democracia é isto, eu não quero viver em democracia.

Precisávamos de um Salazar para pegar no Ministério das Finanças e colocar esta corja toda no olho da rua. Ou de uma revolução, desta vez sem cravos.

sábado, 16 de outubro de 2010

À Sócrates

Com a sua agorrância habitual, Sócrates pediu ontem ao PSD que acabasse com o tabu e dissesse se viabilizava ou não o orçamento. Afinal o OE ainda não estava acabado. e foi entregue fora do prazo estipulado na Constituição.Mas as estatísticas provam que os portugueses têm o Governo que querem e merecem. Pena que, mais uma vez, pague o justo pelo pecador.

Ou eu me engano muito ou o Governo ainda vai conseguir sacudir para o PSD a responsabilidade pelo atraso na entrega do OE.


terça-feira, 5 de outubro de 2010

5 de Outubro

Faz hoje 100 anos que um golpe de estado organizado pelo Partido Republicano Português, destituiu a monarquia constitucional e implantou um regime republicano em Portugal.

Imaginemos um português que resolver fazer uma festa de arromba para comemorar qualquer coisa. Por exemplo, os seus anos. Pede dinheiro emprestado a todos os seus familiares e amigos e, com ele, aluga a sala, contrata uma orquestra, arranja uma empresa que lhe põe nas mesas uma lauta refeição. Depois convida os familiares e amigos, a quem deve, para a sua festa e alega que o facto de fazer anos justifica uma festa deste calibre.

Comemorar o 5 de Outubro gastando uma pequena/grande fortuna numa altura em que os portugueses estão a dar da sua boca para o Estado, em que Portugal está endividado até à alma, é fazer como o português com a sua festa de anos.

Como é que os portugueses podem aceitar a austeridade que lhes cai em cima todos os dias, ainda por cima apelando ao seu sentido patriótico, com estes exemplos. Portugal continua a viver de faz de conta. Faz de conta que somos ricos.

sábado, 2 de outubro de 2010

Haverá outro plano de austeridade?

"Não, com certeza que não. Estas são as medidas para 2010 e para 2011 para garantir a todos que chegaremos ao final de 2011 com um défice muito semelhante ao da Alemanha." - disse sócrates

Como já vivo há seis anos com este Governo socialista, a palavra do PM merece-me tanto crédito como a do Tiririca. Assim, aguardo as novas medidas de austeridade.

É de tocar o coração

"Estamos a atravessar um momento difícil, foram tomadas medidas muito duras e, obviamente, que sendo neste momento deputado sou dos que perde mais dinheiro", afirmou o deputado socialista Ricardo Gonçalves no hospital de Penafiel.

Senhor deputado. Estou com o coração a sangrar com a sua situação. Se quiser perder menos dinheiro, eu troco a minha reforma pelo seu ordenado com as alcavalas. É só contactar comigo por e-mail.


Os políticos de valor e de valores, já não existem. O que temos agora é... disto.

Que saudade do tempo em que os políticos eram pessoas respeitáveis!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A maioria dos portugueses votantes quis isto

“De modo que permaneceu sentado contando cada batida do seu angustiado embora insensível coração, grávido de uma cólera surda que só conseguia expressar com a imobilidade, devolvido ao passado através das imagens que lhe inflamavam a retina.”

Foi este o último parágrafo que li do livro “a Ofensa” de Ricardo Menéndez Salmón antes de começar a falar o Primeiro-ministro nas televisões. Eu fiquei exactamente como Kurt Cruwell. Imóvel, com uma revolta imensa, com uma raiva incontida, com uma fome de justiça, com uma tristeza imensa de já não poder fugir deste miserável país. A hecatombe que Sócrates me atirou para cima deixou-me com uma tal imobilidade que não fui onde devia ter ido à noite. O corpo e a alma não mo permitiam.

Hoje, só quero dizer aos portugueses que votaram neste miserável governo, aos funcionários públicos que se venderam por um aumento de 2,9%, aos concidadãos que, apesar de todas as evidências, ainda acreditaram em José Sócrates e nele votaram, que lhes desejo, do fundo do meu coração angustiado, que venham a sofrer, nos próximos anos, mais do que eu. Merecem, já que nele votaram.

Afinal a maioria dos portugueses votantes quis isto. Assim seja!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Para lamentar

O PR recebe hoje e amanhã os partidos com representação para lamentar. A ver vamos.

Manuel Alegre diz que o PR está a fazer campanha eleitoral e que não devia meter-se já a solução do problema compete aos partidos políticos. Há dias, o mesmo senhor Alegre disse que o PR já devia ter tomado esta decisão há muito tempo. Também é para lamentar.

Sr. Alegre, seja coerente com os ataques a Cavaco Silva e decida-se. Eu já decidi em quem não voto para PR.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Finalmente boas notícias!

Primeira boa notícia:
Pedro Silva Pereira, um homem que pessoalmente me irrita, disse que o Governo se demite se o Orçamento não for aprovado. Isso é que era bom para nós. Até custa a crer porque os políticos agarram-se ao poder como lapas e fartam-se de mentir. Mas quem sou eu para duvidar da palavra de Pedro Silva Pereira. Agora está nas mãos da oposição chumbar o Orçamento.

Segunda boa notícia:
António Mendonça diz que a solução para Portugal é o TGV. Resolve tudo. Até vai dar trabalho a médias, pequenas, micro e nano empresas. Parece o milagre da multiplicação dos pães. O TGV está nos últimos dias dos saldos. Não custa nada este ano e para os próximos dois anos pouco custa. Fica tão barato, tão barato que eu vou ponderar construir um para as casas das minhas filhas já que o Metro não vai lá. Aliás até talvez possa fazer um para Ponte da Barca, para Coimbra, para Setúbal e para Faro. Assim posso visitar as minhas irmãs com facilidade.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Faço a minha parte, como disse o PR

Ando preocupada comigo. Acho que estou a ficar masoquista. Continuo a ver/ler as notícias. O que vejo é um país perdido, sem rumo, falido, deprimido mas com políticos cheios de vontade de se esgadanharem. Cada um olha para o seu tacho, para os tachos prometidos, para o seu partido mas diz, com a maior das latas, que está naquele cargo por Portugal e pelos Portugueses.

Afinal quem está no Governo? O PS ou o PSD? Se é o PS, como julgo, por que carga de água tem que ser a oposição a dizer o que se deve fazer?

O PS teve que resolver o problema do PEC. O PSD ajudou a aprovar um aumento de impostos. O PSD foi suficientemente ingénuo para fazer um acordo de cavalheiros. Mas na política não há cavalheiros. Há interesses que se sobrepõem a tudo e que tudo justificam. O acordo tinha que ser por escrito. Preto no branco. Com testemunhas que deviam ser os portugueses. O PS aproveitou esse acordo para esfaquear o PSD pelas costas. E continua a atacá-lo.

Agora o PS precisa outra vez do PSD. O PS quer aumentar impostos mas não quer perder votos. Então quer que o PSD aprove o orçamento para depois dizer que o PSD aumentou os impostos. Quer ser ele a elaborar o orçamento mas quer que a responsabilidade de uma eventual catástrofe (como se o chumbo do Orçamento fosse uma catástrofe) seja do PSD.

Mas o PSD está, como eu, a ficar masoquista e ainda acaba por aprovar o Orçamento para não ficar como o mau da fita.

Espanta-me muito que todos os partidos perguntem (e queiram a resposta) onde se pode cortar. Já que ninguém, no Parlamento sabe onde se pode cortar, eu dou uma ajudinha, embora não seja a minha área, não seja obrigação minha e ninguém me pague para tal.

• Diminuam o número de deputados para metade. Ao que eles fazem, metade chega e sobra.
• Diminuam o número de freguesias para um décimo. Ou melhor, um vigésimo. Há freguesias com uma área de 1 quilómetro quadrado.
• Acabem com 80% das empresas públicas. E ainda ficam 20% para colocar os amigos.
• Acabem com os Governos Civis. Só servem para colocar os do partido e para gastar dinheiro. Utilidade, não têm nenhuma.
• Acabem com os carros. É uma pouca vergonha o que se passa com as viaturas que, para traseiros deste calibre, têm que ser do mais topo de gama que há. Ainda hoje se soube o que passa com as Águas de Portugal. Justificação – os quadros superiores vão, de BMW, atrás dos carros de piquete arranjar as fugas de água. ahahahahahah
• Acabem com telemóveis, cartões e regalias desse género. Um trabalhador da função pública recebe apenas o seu ordenado e é com ele que faz as suas chamadas telefónicas, que faz as suas extravagâncias, se o ordenado der.
• Acabem com todas as obras que não sejam de primeira necessidade. Quantos países ricos vivem sem TGV?

Se fizerem isto, dentro de pouco tempo temos as dívidas saldadas e uma pesada herança como a que o Salazar nos deixou e que os portugueses desbarataram em três tempos.


domingo, 19 de setembro de 2010

Em 22 de Junho de 1908 foi benzida a Igreja de Fermentelos. O meu avô paterno, que concluiu a sua licenciatura em Medicina em 1902 e que sempre foi muito querido na sua terra, foi um dos elementos da Comissão dessa igreja e conseguiu, para ela, as tribunas e dois altares laterais que vieram de um convento de Lisboa.
Em 1954, Fermentelos homenageou os quatro elementos dessa Comissão, colocando uma lápide na igreja.
Há pouco tempo a igreja foi restaurada e, à boa maneira portuguesa, destruíram-se algumas das particularidades desse templo. O chão, de ripas de madeira, foi substituído por um pavimento flutuante. A divisória de madeira que dividia a zona dos homens e das mulheres, pura e simplesmente desapareceu. As paredes estão de um branco que em nada beneficia os altares de talha dourada. A placa com o nome dos elementos da Comissão passou da parede exterior para uma parede da primeira entrada da igreja, agora revestida de vidro. Mas muito pior do que tudo isto. Foi colocado um ecrã fixo, para utilização das novas tecnologias durante as celebrações, mesmo em frente ao altar principal. Mesmo sabendo que esta igreja não é de um valor histórico de realce (embora para mim o seja), não entendo como é possível tapar assim um altar principal.

Assisti lá à missa e foi com mágoa que vi o que fizeram à igreja, em cuja construção o meu avô tanto se empenhou.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Understanding story

Já não aguento o Processo Casa Pia. O processo em que há uma vedeta - Carlos Cruz. Vedeta que está em toda a comunicação social, todos os dias, todas as horas. Chega. Ele diz que é inocente. Como todos. Com meia dúzia de excepções, nunca há culpados para crime nenhum. Que ele andou muito por Elvas, andou. Há moradores da zona que se fartaram de o ver por lá mas, obviamente, não sabiam o que ia fazer. E o que ele ia fazer só sabe ele e quem com ele esteve, voluntaria ou involuntariamente. O mediático advogado dele tem a certeza de que ele nunca foi a Elvas. Como é que ele pode ter essa certeza? Apenas pela palavra do seu cliente? E a palavra das vítimas não conta?

Incomoda-me pensar que houve vítimas e que não há culpados. Incomoda-me pensar que podem sair todos inocentes tirando o Carlos Silvino que, como não pode pagar um Sá Fernandes, tem que se sujeitar.

Não acredito na justiça nem nos advogados.

sábado, 4 de setembro de 2010

A justiça que temos

Ontem tive mais uma prova de algo que eu sempre soube. A justiça está mal também por causa dos advogados.

A anedota diz tudo.

Um homem passa em frente de uma lápide que diz:
"Aqui jaz um advogado, um homem honrado, um homem íntegro."
O homem benze-se e diz assustado:
-Virgem Santíssima! Enterraram três homens na mesma campa!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

É assim que o Governo governa

Que Sócrates não faça a mínima ideia do trabalho que dá e do tempo que demora lançar um ano lectivo, não é de admirar. Ele só sabe o que se passa no seu apartamento da Rua Braamcamp, comprado ao preço da chuva, no seu gabinete, nos restaurantes de luxo, nos hotéis de cinco estrelas, nas férias paradisíacas, etc., etc. Agora, que a Ministra da Educação não se queira lembrar daquilo que já viveu, é gravíssimo. Caramba! Ela foi professora!

Como o poder vira a cabeça das pessoas. Quando uma pessoa lá chega, ou alinha em tudo ou perde a reforma dourada que a espera. O poder, definitivamente corrompe.

O ano lectivo tem que ser lançado em Julho. Há que saber o número de turmas e os professores necessários, quer para a colocação dos professores quer a elaboração dos horários. Há muito trabalho de muita gente até que uma escola esteja pronta para iniciar um ano lectivo. E, a duas semanas do início do ano, vem a ministra, com aquele ar delicodoce avisar que mais de 700 escolas vão fechar este ano. E mandam todo o trabalho feito foi para o lixo sem o mínimo de consideração por quem o realizou.

Apetece dizer “para o raio que os parta a todos”.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Pela imprensa

"Humanos esgotarão a 21 de Agosto recursos naturais do planeta para 2010

Os habitantes da Terra esgotarão a 21 de Agosto os recursos naturais que o planeta lhes proporciona anualmente, pelo que a partir daquela data passaremos a consumir e a viver dos créditos respeitantes ao próximo ano.


O alerta foi deixado hoje, segunda-feira, pela organização não-governamental Global Footprint Network (GFN), que anualmente calcula o dia em que o consumo da humanidade esgota os recursos naturais que o planeta é capaz de fornecer cada ano.

O limite em 2010 ou "Dia do Excesso" ("Earth Overshoot Day", em inglês) será atingido no sábado 21 de Agosto, refere a organização que trabalha para promover a sustentabilidade através do uso do conceito de Pegada Ecológica, uma ferramenta de contabilidade dos recursos naturais. ..." (Jornal de Notícias)

O Homem tudo tem feito para destruir a Terra. Era bom que todos pensássemos nisto.

domingo, 15 de agosto de 2010

Mais uma vez a justiça

Passos Coelho disse, e bem, que o governo interfere politica na justiça e nos seus agentes. Alberto Martins não sabe onde teria havido essa interferência.

O Sr. Dr. Alberto Martins deve estar com os óculos muito mal graduados. Não enxerga o que qualquer português vê.

Mas eu digo-lhe, Sr. Ministro. Tem interferido sempre que o Primeiro-ministro aparece envolvido em qualquer assunto menos claro. E isso tem acontecido amiudadas vezes. A justiça para o PM é a “dos mortos não falam”. A Independente morreu. As escutas morreram. E… por aí fora.

Precisa-se de um oftalmologista para Alberto Martins.


Crise para esquecer a crise

O PS ainda não entendeu que vivemos em democracia e, nessas condições, o PSD e qualquer outro partido têm poder para votar a favor ou contra o orçamento de estado. Sempre assim foi e nunca o facto de se falar num voto contra o OE abriu uma crise política. Bolas! O Passos Coelho tem um poder do caneco!

Se Sócrates e Passos Coelho trocassem de lugar, Sócrates faria exactamente o mesmo que Passos Coelho.

Presumo que esta pseudo crise é para esquecermos a que vamos pagar (e de que maneira!) quando acabarem as férias estivais.

Haja paciência!

sábado, 14 de agosto de 2010

O ego do PM

Quando as coisas não lhe correm de feição, é vê-lo, qual Calimero, a queixar-se das campanhas negras.

Quando correm mal aos outros, neste caso ao país com os incêndios, é vê-lo feliz a dizer que estamos no paraíso. Que quase não ardeu nada, que estamos super preparados para qualquer incêndio. Que tudo vai de vento em popa.

Vá lá a gente entender este ego!