sábado, 4 de dezembro de 2010
Metro a preço de ouro
Cada metro desta estrada vai-nos ficar por 8.240,00 €.
O revestimento desta estrada será em mármore de carrara?
Os “chefes” da Obrecol são:
Presidente do Conselho de Administração: Eng.º Gabriel Encarnação Santos
Administrador Delegado: Eng.º Jorge Serrano
Administrador de Produção - Norte: Eng.º Pinho Gonçalves
Administrador Área Jurídica: Dr. Oliveira e Silva
Administrador Área Financeira: Dr. José Manuel Marques
Por mera curiosidade pergunto-me – estes cavalheiros serão afectos a que partido político?
Desde 2004 que a Estradas de Portugal estudava esta obra mas, agora, deu-lhes a pressa e invocam a “urgência imperiosa” para entregar a obra à Obrecol pelo preço que esta entender. Claro que nada é ilegal. A norma aprovada em 2008 legalizou, dessa forma, os ajustes directos sem limite máximo para o valor da adjudicação.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Fim à vista
O Governo cria mais uma empresa pública. A Agência para o Investimento Público a Parcerias. O que vão fazer os três administradores, o fiscal, o conselho consultivo e os n trabalhadores, é o que devia ser feito pelas centenas de portadores de cartão socialista que o Governo chamou para consigo trabalharem. Uma vergonha.
Carlos César resolveu dar com uma mão o que o Governo vai tirar com outra. Em vez de dar electrodomésticos, dá dinheiro. Compra votos mesmo com dinheiro. Mas Carlos César diz que esta medida não custa um euro aos contribuintes. E as transferências que vão do continente para o arquipélago? Vêm de onde?
Sócrates disse que não comentava porque se o fizesse tinha muito a dizer dos Açores e da Madeira.
A Madeira e os Açores ficam-nos caríssimos e, ainda por cima, não são obrigados a cumprir as leis portuguesas. Aqueles territórios, que se regem por leis próprias, são portugueses? Cá por mim, dava a independência às duas regiões autónomas. Se não precisam do continente, o continente muito menos precisa delas. Depois faziam “as flores” que muito bem entendessem com o dinheiro deles.
Grande lição
Em Junho deste ano, Ernâni Lopes dizia, na SIC que “a chave a médio e a longo prazo em termos do modo é valores, atitudes e padrões de comportamento”.
Nesse programa mostrou um quadro – a via útil para o futuro. E disse “Peço a vossa compreensão para a dureza do que vou dizer. O único problema é que a dureza não é minha. É da realidade pura e simplesmente.”
Num país onde tantos portugueses, incluindo a classe política, incentiva o facilitismo, não valoriza a excelência, adora a moleza, elogia a golpada, desconhece o significado de honra, desvaloriza o conhecimento, apoia a mandriice e vive na aldrabice, as palavras de Êrnani Lopes são mesmo uma grande lição.
Cada um de nós, no nosso metro quadrado, tem obrigação de pôr ém prática as palavras deste homem. Pelo menos para bem dos que nos são mais próximos.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Candidatura chumbada
O termos cá o mundial, diziam, trazia muitas vantagens a Portugal. Mas, conhecendo os portugueses como conheço, as despesas iriam ser maiores que as receitas. Iria ser formada mais uma comissão de amigos que iriam enriquecer à nossa custa. Tudo o que por cá se tem feito, tem acabado assim. Haja em vista a Expo e o Euro 2004. Este último, teremos de continuar nós todos a pagá-lo até 2024. Mas aposto que muito oportunista aumentou substancialmente a sua conta bancária à conta destes eventos.
Continuemos, até 2022, a apertar o cinto mas sem pensar em mais despesas de futebol para além do Euro 2004.
sábado, 6 de novembro de 2010
São os próprios deputados que o dizem
“Quem quiser estar no Parlamento Europeu e passar entre os pingos da chuva, ou seja, não quiser fazer nada, é perfeitamente possível. Uma pessoa pode estar aqui um mandato inteiro e ninguém dar por ela mas quem quiser efectivamente trabalhar e quem quiser empenhar-se e fazer coisas tem muito para fazer, tem muito chão para percorrer e foi essa a opção que eu fiz. Optei por trabalhar porque foi para isso que as pessoas me elegeram, a minha obrigação é essa e eu não faço mais do que o meu dever.”
A política é isto. A democracia é isto. Arranjam-se tachos para centenas de cidadãos com cartão partidário. Desses, uma meia dúzia trabalha, os outros “passam entre os pingos da chuva” e enchem a conta bancária. Lá, como cá, o número de deputados é estupidamente exagerado. A política portuguesa levou-nos para o lodaçal mas a política europeia vai pelo mesmo caminho. Quem sustenta esta gente toda, a minoria que quer trabalhar e a maioria que quer enriquecer, somos todos nós. E o que nós produzimos não é uma fonte inesgotável. Um dia, tudo isto estoura.
domingo, 17 de outubro de 2010
Óbito de Portugal
Um país destes, para mim, chegou ao fundo. Tem de pedir a insolvência. Os políticos deste país já me deram provas mais do que suficientes de que não são honestos, de que não são capazes de governar nem gerir os dinheiros públicos.
Como se pode viabilizar um Orçamento de Estado para esta chafarica? Quem vai assinar a certidão de óbito de Portugal?
É que os do costume vão pagar as asneiras sucessivas dos governantes com uma única certeza – não vai servir de nada. Em 2011 teremos mais e mais gravosos PECs. Os que o vão decidir fazem-no levianamente porque a vida deles não vai ser, nunca foi nem nunca será, minimamente beliscada.
Com partidos políticos nunca teremos mais do que isto e sem partidos políticos, dizem, não temos democracia. Mas se a democracia é isto, eu não quero viver em democracia.
Precisávamos de um Salazar para pegar no Ministério das Finanças e colocar esta corja toda no olho da rua. Ou de uma revolução, desta vez sem cravos.
sábado, 16 de outubro de 2010
À Sócrates
Ou eu me engano muito ou o Governo ainda vai conseguir sacudir para o PSD a responsabilidade pelo atraso na entrega do OE.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
5 de Outubro
Imaginemos um português que resolver fazer uma festa de arromba para comemorar qualquer coisa. Por exemplo, os seus anos. Pede dinheiro emprestado a todos os seus familiares e amigos e, com ele, aluga a sala, contrata uma orquestra, arranja uma empresa que lhe põe nas mesas uma lauta refeição. Depois convida os familiares e amigos, a quem deve, para a sua festa e alega que o facto de fazer anos justifica uma festa deste calibre.
Comemorar o 5 de Outubro gastando uma pequena/grande fortuna numa altura em que os portugueses estão a dar da sua boca para o Estado, em que Portugal está endividado até à alma, é fazer como o português com a sua festa de anos.
Como é que os portugueses podem aceitar a austeridade que lhes cai em cima todos os dias, ainda por cima apelando ao seu sentido patriótico, com estes exemplos. Portugal continua a viver de faz de conta. Faz de conta que somos ricos.
sábado, 2 de outubro de 2010
Haverá outro plano de austeridade?
Como já vivo há seis anos com este Governo socialista, a palavra do PM merece-me tanto crédito como a do Tiririca. Assim, aguardo as novas medidas de austeridade.
É de tocar o coração
Senhor deputado. Estou com o coração a sangrar com a sua situação. Se quiser perder menos dinheiro, eu troco a minha reforma pelo seu ordenado com as alcavalas. É só contactar comigo por e-mail.
Os políticos de valor e de valores, já não existem. O que temos agora é... disto.
Que saudade do tempo em que os políticos eram pessoas respeitáveis!
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
A maioria dos portugueses votantes quis isto
Foi este o último parágrafo que li do livro “a Ofensa” de Ricardo Menéndez Salmón antes de começar a falar o Primeiro-ministro nas televisões. Eu fiquei exactamente como Kurt Cruwell. Imóvel, com uma revolta imensa, com uma raiva incontida, com uma fome de justiça, com uma tristeza imensa de já não poder fugir deste miserável país. A hecatombe que Sócrates me atirou para cima deixou-me com uma tal imobilidade que não fui onde devia ter ido à noite. O corpo e a alma não mo permitiam.
Hoje, só quero dizer aos portugueses que votaram neste miserável governo, aos funcionários públicos que se venderam por um aumento de 2,9%, aos concidadãos que, apesar de todas as evidências, ainda acreditaram em José Sócrates e nele votaram, que lhes desejo, do fundo do meu coração angustiado, que venham a sofrer, nos próximos anos, mais do que eu. Merecem, já que nele votaram.
Afinal a maioria dos portugueses votantes quis isto. Assim seja!
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Para lamentar
Manuel Alegre diz que o PR está a fazer campanha eleitoral e que não devia meter-se já a solução do problema compete aos partidos políticos. Há dias, o mesmo senhor Alegre disse que o PR já devia ter tomado esta decisão há muito tempo. Também é para lamentar.
Sr. Alegre, seja coerente com os ataques a Cavaco Silva e decida-se. Eu já decidi em quem não voto para PR.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Finalmente boas notícias!
Pedro Silva Pereira, um homem que pessoalmente me irrita, disse que o Governo se demite se o Orçamento não for aprovado. Isso é que era bom para nós. Até custa a crer porque os políticos agarram-se ao poder como lapas e fartam-se de mentir. Mas quem sou eu para duvidar da palavra de Pedro Silva Pereira. Agora está nas mãos da oposição chumbar o Orçamento.
Segunda boa notícia:
António Mendonça diz que a solução para Portugal é o TGV. Resolve tudo. Até vai dar trabalho a médias, pequenas, micro e nano empresas. Parece o milagre da multiplicação dos pães. O TGV está nos últimos dias dos saldos. Não custa nada este ano e para os próximos dois anos pouco custa. Fica tão barato, tão barato que eu vou ponderar construir um para as casas das minhas filhas já que o Metro não vai lá. Aliás até talvez possa fazer um para Ponte da Barca, para Coimbra, para Setúbal e para Faro. Assim posso visitar as minhas irmãs com facilidade.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Faço a minha parte, como disse o PR
Afinal quem está no Governo? O PS ou o PSD? Se é o PS, como julgo, por que carga de água tem que ser a oposição a dizer o que se deve fazer?
O PS teve que resolver o problema do PEC. O PSD ajudou a aprovar um aumento de impostos. O PSD foi suficientemente ingénuo para fazer um acordo de cavalheiros. Mas na política não há cavalheiros. Há interesses que se sobrepõem a tudo e que tudo justificam. O acordo tinha que ser por escrito. Preto no branco. Com testemunhas que deviam ser os portugueses. O PS aproveitou esse acordo para esfaquear o PSD pelas costas. E continua a atacá-lo.
Agora o PS precisa outra vez do PSD. O PS quer aumentar impostos mas não quer perder votos. Então quer que o PSD aprove o orçamento para depois dizer que o PSD aumentou os impostos. Quer ser ele a elaborar o orçamento mas quer que a responsabilidade de uma eventual catástrofe (como se o chumbo do Orçamento fosse uma catástrofe) seja do PSD.
Mas o PSD está, como eu, a ficar masoquista e ainda acaba por aprovar o Orçamento para não ficar como o mau da fita.
Espanta-me muito que todos os partidos perguntem (e queiram a resposta) onde se pode cortar. Já que ninguém, no Parlamento sabe onde se pode cortar, eu dou uma ajudinha, embora não seja a minha área, não seja obrigação minha e ninguém me pague para tal.
• Diminuam o número de deputados para metade. Ao que eles fazem, metade chega e sobra.
• Diminuam o número de freguesias para um décimo. Ou melhor, um vigésimo. Há freguesias com uma área de 1 quilómetro quadrado.
• Acabem com 80% das empresas públicas. E ainda ficam 20% para colocar os amigos.
• Acabem com os Governos Civis. Só servem para colocar os do partido e para gastar dinheiro. Utilidade, não têm nenhuma.
• Acabem com os carros. É uma pouca vergonha o que se passa com as viaturas que, para traseiros deste calibre, têm que ser do mais topo de gama que há. Ainda hoje se soube o que passa com as Águas de Portugal. Justificação – os quadros superiores vão, de BMW, atrás dos carros de piquete arranjar as fugas de água. ahahahahahah
• Acabem com telemóveis, cartões e regalias desse género. Um trabalhador da função pública recebe apenas o seu ordenado e é com ele que faz as suas chamadas telefónicas, que faz as suas extravagâncias, se o ordenado der.
• Acabem com todas as obras que não sejam de primeira necessidade. Quantos países ricos vivem sem TGV?
Se fizerem isto, dentro de pouco tempo temos as dívidas saldadas e uma pesada herança como a que o Salazar nos deixou e que os portugueses desbarataram em três tempos.
domingo, 19 de setembro de 2010
Em 1954, Fermentelos homenageou os quatro elementos dessa Comissão, colocando uma lápide na igreja.
Assisti lá à missa e foi com mágoa que vi o que fizeram à igreja, em cuja construção o meu avô tanto se empenhou.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Understanding story
Incomoda-me pensar que houve vítimas e que não há culpados. Incomoda-me pensar que podem sair todos inocentes tirando o Carlos Silvino que, como não pode pagar um Sá Fernandes, tem que se sujeitar.
Não acredito na justiça nem nos advogados.
sábado, 4 de setembro de 2010
A justiça que temos
A anedota diz tudo.
Um homem passa em frente de uma lápide que diz:
"Aqui jaz um advogado, um homem honrado, um homem íntegro."
O homem benze-se e diz assustado:
-Virgem Santíssima! Enterraram três homens na mesma campa!
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
É assim que o Governo governa
Como o poder vira a cabeça das pessoas. Quando uma pessoa lá chega, ou alinha em tudo ou perde a reforma dourada que a espera. O poder, definitivamente corrompe.
O ano lectivo tem que ser lançado em Julho. Há que saber o número de turmas e os professores necessários, quer para a colocação dos professores quer a elaboração dos horários. Há muito trabalho de muita gente até que uma escola esteja pronta para iniciar um ano lectivo. E, a duas semanas do início do ano, vem a ministra, com aquele ar delicodoce avisar que mais de 700 escolas vão fechar este ano. E mandam todo o trabalho feito foi para o lixo sem o mínimo de consideração por quem o realizou.
Apetece dizer “para o raio que os parta a todos”.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Pela imprensa
Os habitantes da Terra esgotarão a 21 de Agosto os recursos naturais que o planeta lhes proporciona anualmente, pelo que a partir daquela data passaremos a consumir e a viver dos créditos respeitantes ao próximo ano.
O alerta foi deixado hoje, segunda-feira, pela organização não-governamental Global Footprint Network (GFN), que anualmente calcula o dia em que o consumo da humanidade esgota os recursos naturais que o planeta é capaz de fornecer cada ano.
O limite em 2010 ou "Dia do Excesso" ("Earth Overshoot Day", em inglês) será atingido no sábado 21 de Agosto, refere a organização que trabalha para promover a sustentabilidade através do uso do conceito de Pegada Ecológica, uma ferramenta de contabilidade dos recursos naturais. ..." (Jornal de Notícias)
O Homem tudo tem feito para destruir a Terra. Era bom que todos pensássemos nisto.
domingo, 15 de agosto de 2010
Mais uma vez a justiça
O Sr. Dr. Alberto Martins deve estar com os óculos muito mal graduados. Não enxerga o que qualquer português vê.
Mas eu digo-lhe, Sr. Ministro. Tem interferido sempre que o Primeiro-ministro aparece envolvido em qualquer assunto menos claro. E isso tem acontecido amiudadas vezes. A justiça para o PM é a “dos mortos não falam”. A Independente morreu. As escutas morreram. E… por aí fora.
Precisa-se de um oftalmologista para Alberto Martins.
Crise para esquecer a crise
Se Sócrates e Passos Coelho trocassem de lugar, Sócrates faria exactamente o mesmo que Passos Coelho.
Presumo que esta pseudo crise é para esquecermos a que vamos pagar (e de que maneira!) quando acabarem as férias estivais.
Haja paciência!
sábado, 14 de agosto de 2010
O ego do PM
Quando correm mal aos outros, neste caso ao país com os incêndios, é vê-lo feliz a dizer que estamos no paraíso. Que quase não ardeu nada, que estamos super preparados para qualquer incêndio. Que tudo vai de vento em popa.
Vá lá a gente entender este ego!
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Pela imprensa
Como foi tomada essa decisão, que deixou estupefactos os altos quadros da Freeport e o gabinete de arquitectos inglês Benoy - principal parceiro da empresa nessa área -, é qualquer coisa que os investigadores não conseguiram apurar, tanto mais que a investigação foi encerrada por decisão hierárquica antes de ser concluída."
(Público, 5 de Agosto de 2010)
Palavras para quê? São 'artistas' portugueses.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
PGR versus SMMP e vive-versa
Primeiro manda destruir as provas e agora, que o “morto não fala”, Pinto Monteiro canta de galo.
O Procurador-geral da República não devia ser escolhido pelo Governo. Tal como está, não falem na independência da Justiça nem na separação dos poderes.
domingo, 1 de agosto de 2010
O absurdo
‘Se o PS ganhar as eleições, o sucesso escolar passará para os 100%. E Sócrates vai encher a boca com essa estatística que nos coloca na pool position da Europa.’
Ora aí está o que disse. A ideia peregrina do Governo, que felizmente não tem a maioria absoluta, vem completar as loucuras que há uma série de anos têm conduzido a educação ao estado comatoso.
“A ministra da Educação quer alterar as actuais regras de avaliação. Para Isabel Alçada, os chumbos quase nunca são benéficos e devem, por isso, ser substituídos por medidas alternativas.
A intenção da ministra foi revelada em entrevista ao Expresso, com Alçada a defender que raramente as reprovações contribuem para melhorar a qualidade do ensino. Em alternativa, a ministra propõe o estudo acompanhado e o reforço das aulas de apoio, bem como o desenvolvimento de projectos especiais, envolvendo mais professores, de forma a permitir dar mais atenção aos alunos com maiores dificuldades de aprendizagem.”
A Ministra vai, na secretaria, colocar o sucesso escolar nos 100%. Nada mais fácil. Acabam-se as reprovações e incentiva-se a preguiça. Claro que as reprovações não contribuem para melhorar a qualidade do ensino, como a Ministra disse. Como a proibição de reprovações também não contribui para melhorar a qualidade do ensino. Toda a gente o sabe. Mas o aluno que não estuda, que não se aplica, que não participa positivamente, que falta, que não realiza as actividades propostas pelos professores, que não quer aprender nem deixa que os outros aprendam, têm que receber a justa paga do seu não trabalho – a reprovação. Isto parece a lógico para qualquer pessoa com dois dedos de testa. Mas não é lógico para o Ministério. Para o Governo.
A cultura da mediocridade continua. O número de analfabetos aproxima-se rapidamente dos valores de antes do 25 de Abril. A diferença é que nessa altura os analfabetos eram apenas analfabetos e agora os analfabetos são qualificados. Vai viver-se a mesma situação mas em clima de “faz de conta”. Os goversos socialistas t~em sido de “faz de conta”. Mais. As classes mais desfavorecidas são novamente as mais prejudicadas. Os analfabetos qualificados vão ser, na sua maioria, dessas classes. Mas esse povo aceita, com a maior das felicidades, estes presentes envenenados. Não conseguem entender que estão a ser ludibriados. Que o seu futuro está cada vez mais comprometido.
Mas para o disparate ser completo a Ministra propõe que os professores dêem aulas de apoio e estudo acompanhado a estes preguiçosos. Será que a Ministra não sabe que todos os professores têm no seu horário aulas de apoio aos seus alunos, aulas essas a que os alunos necessitados não comparecem?
E, com essas aulas para fingir que se recupera quem se está nas tintas para a recuperação tanto mais que sabe que nunca pode ser reprovado, os professores ficam sem tempo para as aulas de substituição. Os professores ainda não têm o dom da ubiquidade nem que o Ministério lhes dê ordens para tal.
O alargamento da escolaridade obrigatória até ao 12º ano, ainda vem agravar esta situação. Vamos ter toda a maralha com o 12º ano mesmo que nunca tenham merecido sair da iniciação.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Pergunto eu...
Afinal o Procurador Geral da República, por coincidência escolhido por Sócrates, estipulou ou não um prazo para conclusão do processo?
Esse prazo teria sido alargado se os procuradores do processo o tivessem pedido alegando a necessidade de ouvir Sócrates?
Esse eventual limite de prazo, foi ou não o responsável por não se ter ouvido Sócrates? Os procuradores do processo queriam mesmo interrogar Sócrates de uma forma livre e imparcial?
Os portugueses devem ter vergonha de alguma coisa menos correcta que façam, se a Justiça é esta vergonha completa e mantém-se como se nada se passasse?
O Procurador Geral da República, tal como Sócrates, não estará na situação de “cada cavadela, cada minhoca?
Onde está a independência da Justiça?
quarta-feira, 28 de julho de 2010
A justiça que temos
Sócrates, que faz e desfaz o que muito bem entende da nossa vida e dos nossos impostos sem nos dar a mínima satisfação, achou por bem vir falar ao país dizendo que a justiça o ilibou de qualquer culpa no caso Freeport. Como se todos nós já não soubéssemos que o Ministério Público nunca terá coragem para considerar culpado qualquer político do que quer que seja. Quanto mais um primeiro-ministro!?
Na minha opinião, o que devia estar em causa não era o licenciamento ambiental do empreendimento Freeport mas o facto de, dias antes de eleições, o Conselho de Ministros ter aprovado o DL que alterou os limites da Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo. Depois dessa alteração, qualquer Ministro podia aprovar o projecto sem cometimento de qualquer ilícito criminal.
Os grandes já estão de fora. Agora vão a julgamento apenas estes dois. E na minha opinião devem ser punidos porque são lorpas. Eles eram intermediários do negócio entre Inglaterra e Portugal. Em vez de intermediarem directamente, deveriam tê-lo feito através do Primeiro-ministro. A esta hora as conversas já estavam reduzidas a cinza e eles estariam ilibados também. Não são uns pacóvios quaisquer. Eles têm conhecimentos nas “altas instâncias”, pelo que esse erro não tem perdão.
Ainda há quem acredite na justiça deste país!? Eu acredito tanto na justiça como nos políticos.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Ponte Europa
JN 2009-11-18
A Ponte da derrapagem lá está para por ela passarmos e os responsáveis pela derrapagem, passam por ela como qualquer um de nós.
domingo, 25 de julho de 2010
Salazar
Em proporção com o tamanho da economia, Portugal armazena mais ouro que qualquer outro país na Europa, a maioria do qual acumulada durante os 36 anos da ditadura de Salazar com poupanças e o dinheiro das exportações portuguesas, incluindo volfrâmio (tungsténio) e da indústria conserveira.”
Afinal a “pesada herança” valeu a pena.
A Salazar tenho que estar grata por não ter usado o dinheiro dos meus impostos em proveito próprio nem ter permitido o mesmo aos que o rodeavam. O mesmo não posso dizer dos políticos de hoje.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Escolha fácil
Que Nosso Senhor ilumine estas cabeças!
quinta-feira, 15 de julho de 2010
O Estado do País
Sócrates resolveu fazer Mega-Agrupamentos de Escolas. Vai “despedir” umas dezenas de Directores. Bem sei que o aumento que os Directores das Escolas tiveram, foi escandalosamente grande. Maria de Lourdes Rodrigues precisou de os comprar para conseguir chegar a algumas escolas. Mas, o que o Estado encaixa é irrisório.
Se em vez de Mega-Agrupamentos de Escolas, o Governo fizesse Mega-Agrupamentos de Freguesias, de Deputados, de Comissões, de carros oficiais, de Governos Civis, de Empresas Públicas, de Comissários Políticos em tudo quanto é sítio, aí sim, aí encaixava o suficiente para nos deixar viver.
Mas com partidos políticos temos que sustentar esta chusma de parasitas. O que quer dizer que, se em democracia não temos solução e se sem partidos não há democracia, estamos tramados. Mesmo.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Pela imprensa
"Assis acusa Passos de criar uma espécie de ameaça de Verão". Se o que diz Francisco Assis fosse credível, estávamos todos fechados em casa com medo de Pedro Passos Coelho. O PS não sabe mesmo viver em democracia sem maioria absoluta.
“Metade dos alunos com negativa no exame de Matemática do 9º ano”. Se, no ano passado, a subida das notas “mostrou” o sucesso das reformas, o resultado deste ano “mostra” o falhanço das ditas.
“Dois terços do peixe consumido em Portugal é importado”. Isto num país que já foi de pescadores. O país da Europa com maior número de quilómetros de costa por quilómetro quadrado de terra.
A nossa passividade mostra que nós merecemos os Governos que temos. Os nossos antepassados é que não merecem que destruamos o que nos deixaram de herança.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Portugueses filhos e portugueses enteados
Estamos a falar de cerca de 1000 km na zona da Grande Lisboa, a zona com maior poder de compra do país, ou não estivessem lá todos os decisores dos nossos destinos.
Vila do Conde, Póvoa do Varzim, Espinho, Esposende, Ovar e tantas outras terras estão para o Porto como Sintra, Costa da Caparica, e todas as referidas acima estão para Lisboa.
Por que se decidiu vir buscar o dinheiro aos portugueses que vivem no Norte e no Centro?
Por que se pode ir, em auto estrada, de Lagos a Vila Real de Santo António (140 km) ou de Lisboa a Sintra (30 km) sem pagar um cêntimo e não se pode ir do Porto a Vila do Conde (30 km) nas mesmas condições?
Se os lisboetas e algarvios não querem, e bem, pagar as estradas do norte, os do norte também não querem, e bem, pagar as estradas de Lisboa e do Algarve.
Se os políticos se recusam a diminuir a despesa do Estado nos meandros políticos, redução que podia chegar aos 50%, e optam por nos vir buscar mais ao bolso, então ou pagam todos ou não paga ninguém. As excepções vão criar injustiças e permitir falcatruas. Todos o sabemos. Cobrem-se portagens em todas as SCUTS e auto-estradas, de norte a sul e de este a oeste, e diminua-se o custo dessas portagens.
A dúvida que me resta é saber para onde vão os muitos impostos que os portugueses pagam.
sábado, 26 de junho de 2010
Situação insustentável
Para Manuel Alegre, como para Sócrates, não de deve dizer a verdade. Deve dourar-se a pílula. Recuso-me a aceitar isso. Não estamos a falar para crianças, estamos a falar para adultos que vivem em sérias dificuldades que Manuel Alegre, ou Sócrates, não conhecem. Não sabem o que é viver a contar os tostões diariamente. Viver à espera que o fim do mês chegue depressa.
Mas numa coisa eu concordo com Manuel Alegre. O Presidente da República tem poderes consagrados na Constituição para ter evitado que a situação chegasse onde chegou. Ao insustentável. Cavaco Silva teve muitas oportunidades para demitir o Governo. Por muito menos, Jorge Sampaio demitiu o Governo de Santana Lopes.
O que eu não esperava é que esta opinião viesse dum socialista. Mais. De um socialista candidato à Presidência da República e, ainda por cima, apoiado pelo próprio Partido Socialista. Boa! Gostei.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Martin Niemoller
Martin Niemoller
(Lippstadt, 14 de janeiro de 1892 — Wiesbaden, 6 de março de 1984)
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Moçambique? Portugal?
Necessitariam de forças policiais à altura. Mas forças policiais à altura acabariam por os lançar a eles próprios na cadeia. Necessitariam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade. Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem.
…
Coitados dos novos ricos. São como a cerveja tirada à pressão. São feitos num instante mas a maior parte é só espuma. O que resta de verdadeiro é mais o copo que o conteúdo. Podiam criar gado ou vegetais. Mas não. Em vez disso, os nossos endinheirados feitos sob pressão criam amantes. Mas as amantes (e/ou os amantes) têm um grave inconveniente: necessitam ser sustentados com dispendiosos mimos. O maior inconveniente é ainda a ausência de garantia do produto. A amante de um pode ser, amanhã, amante de outro. O coração do criador de amantes não tem sossego: quem traiu sabe que pode ser traído.
...
E lá estão eles imitando os outros, assimilando os tiques dos verdadeiros ricos de lugares verdadeiramente ricos. Mas os nossos candidatos a homens de negócios não são capazes de resolver o mais simples dos dilemas: podem comprar aparências, mas não podem comprar o respeito e o afecto dos outros. Esses outros que os vêem passear-se nos mal-explicados luxos. Esses outros que reconhecem neles uma tradução de uma mentira. A nossa elite endinheirada não é uma elite: é uma falsificação, uma imitação apressada.
...
Os nossos ricos dão uma imagem infantil de quem somos. Parecem crianças que entraram numa loja de rebuçados. Derretem-se perante o fascínio de uns bens de ostentação.
Servem-se do erário público como se fosse a sua panela pessoal. Envergonha-nos a sua arrogância, a sua falta de cultura, o seu desprezo pelo povo, a sua atitude elitista para com a pobreza.
…
Os índios norte-americanos que sobreviveram ao massacre da colonização operaram uma espécie de suicídio póstumo: entregaram-se à bebida até dissolverem a dignidade dos seus antepassados. No nosso caso, o dinheiro pode ser essa fatal bebida. Uma parte da nossa elite está pronta para realizar esse suicídio histórico. Que se matem sozinhos. Não nos arrastem a nós e ao país inteiro nesse afundamento.
sábado, 19 de junho de 2010
Haja bom senso
Morreu um homem – José Saramago. Um português da cultura que escolheu viver em Espanha. Um português que levou Portugal a todo o mundo. Daí a haver dois dias de luto nacional, um avião, pago por nós, para ir buscar o corpo de Saramago a Espanha e 24 horas diárias da comunicação social a falar da sua morte, vai um exagero que não entendo.
Na minha opinião não há insubstituíveis. A vida continua, morra quem morrer nem que essa morte seja a de um humilde pai de família que era o sustento de todos os seus.
Saramago ganhou um prémio Nobel. É um orgulho para Portugal. Nessa altura, cheguei a ouvir, ver e ler que Portugal ganhou o seu primeiro prémio Nobel. Santa ignorância! O nosso grande Egas Moniz ganhou um prémio Nobel em 1949. Um homem que teve uma vida difícil por causa da sua actividade política em prol da liberdade de expressão e pensamento. “As suas duas descobertas mais importantes foram a angiografia cerebral, conseguida em 1927 e a leucotomia pré-frontal, concretizada em 1935. A primeira foi premiada com o Prémio de Oslo de 1945 e a segunda com o Prémio Nobel de Medicina e Fisiologia em 1949.” Alguém se lembra de Egas Moniz? Alguém fala em Egas Moniz? Por acaso faz parte do percurso escolar dos jovens uma alusão ao trabalho e à vida de Egas Moniz? Quantos portugueses já visitaram a Casa-Museu Egas Moniz em Avanca? Eu já a visitei três ou quatro vezes e já lá levei dois grupos de jovens.
Até na morte é preciso ter sorte.
Será que algum peso na consciência leva a que a morte de Saramago tenha este mediatismo? Agora todos adoram o homem, o cidadão português e o escritor. Se morresse o Cristiano Ronaldo também teríamos luto nacional? Tivemos este exagero quando morreu a Engenheira Maria de Lourdes Pintassilgo, que exerceu o cargo de Primeira-ministra deste país? Tivemos este exagero quando morreu a Grande Sophia de Melo Breyner? Tivemos este exagero quando morreu o grande Eugénio de Andrade? E tantos, tantos homens e mulheres de valor que nos deixaram heranças notáveis mereceram isto?
Eu sei que é "bem" dizer que já se leu muito Saramago, que se adora a escrita de Saramago, que é o maior escritor português. Mas eu não ligo ao que é “bem”, digo o que penso e dou a cada pessoa o direito a ter os seus gostos e as suas preferências.
Enquanto escritor não me vai fazer falta. Tenho cinco livros dele e não consegui ler nenhum até ao fim. Não aprecio a sua forma de escrever e tenho esse direito.
Como cidadã portuguesa, também não vou sentir a sua falta. Por algumas vezes me senti incomodada com as palavras de Saramago ao país onde nasceu.
Enquanto católica praticante, Saramago também não me vai fazer falta. Respeito todas as convicções religiosas e todas merecem respeito. A minha nem sempre foi respeitada por Saramago.
Que descanse em paz!
segunda-feira, 31 de maio de 2010
O que o berço dá, a tumba leva...
Quando se tratou de reduzir o vencimento dos políticos em apenas 5%, o nosso primeiro disse ser contra gestos simbólicos e mais a favor de resultados. Teve que engolir para arranjar o “arranjinho” com Passos Coelho.
Hoje, dia em que se promulga a lei que permite o casamento entre homossexuais, o nosso primeiro almoçou com representantes de movimentos de gays e lésbicas numa atitude que, segundo ele, é meramente simbólica.
Onde fica a coerência?
O nosso primeiro quis falar com Xico Buarque mas teve necessidade de dizer que este é que queria estar com ele. Quando Xico Buarque se indignou e publicamente disse que o nosso primeiro é que pediu para estar com ele (e trazer autógrafos para a família e amigos), veio um comunicado alegando um “erro de transmissão”.
Onde fica a verdade?
Não há nada a fazer. Facadas na verdade e na coerência são a imagem de marca do nosso primeiro.
A incoerência e a fuga à verdade estão-lhe nos cromossomas.
sábado, 22 de maio de 2010
Doze motoristas designados no mesmo dia?!
Então que é isto?
E que tal se reduzisse substancialmente o número dos seus motoristas?
• Despacho n.º 8346/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Requisita à empresa Deloitte & Touche, Lda., António José Oliveira Figueira, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
• Despacho n.º 8347/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Requisita à Associação dos Bombeiros Voluntários de Colares Rui Manuel Alves Pereira, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
• Despacho n.º 8348/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Requisita ao Sindicato dos Trabalhadores de Escritório, Comércio, Hotelaria e Serviços Vítor Manuel Gomes Martins Marques Ferreira, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
• Despacho n.º 8349/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública Augusto Lopes de Andrade para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
• Despacho n.º 8350/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Requisita à empresa Companhia Carris de Ferro de Lisboa, S. A.,Arnaldo de Oliveira Ferreira, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
• Despacho n.º 8351/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa o assistente operacional Jorge Martins Morais da Secretaria-Geral do Ministério da Cultura, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
• Despacho n.º 8352/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa o assistente operacional Jorge Orlando Duarte Vouga do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, I. P., para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
• Despacho n.º 8353/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública Jorge Henrique dos Santos Teixeira da Cunha para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
• Despacho n.º 8354/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa a agente principal da Polícia de Segurança Pública Liliana de Brito para exercer funções de apoio administrativo no Gabinete do Primeiro-Ministro
• Despacho n.º 8355/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública José Duarte Barroca Delgado para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
• Despacho n.º 8356/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública Manuel Benjamim Pereira Martinho para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
• Despacho n.º 8357/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública Horácio Paulo Pereira Fernandes para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
• Despacho n.º 8358/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública Custódio Brissos Pinto para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
sexta-feira, 21 de maio de 2010
"Eu já vivi o vosso futuro"
"É surpreendente que após ter enterrado um monstro, a URSS, se tenha construído outro semelhante: a União Europeia (UE).
O que é, exactamente a União Europeia? Talvez fiquemos a sabê-lo examinando a sua versão soviética.
A URSS era governada por quinze pessoas não eleitas que se cooptavam mutuamente e não tinham que responder perante ninguém. A UE é governada por duas dúzias de pessoas que se reúnem à porta fechada e, também não têm que responder perante ninguém, sendo politicamente impunes.
Poderá dizer-se que a UE tem um Parlamento. A URSS também tinha uma espécie de Parlamento, o Soviete Supremo. Nós, (na URSS) aprovámos, sem discussão, as decisões do Politburo, como na prática acontece no Parlamento Europeu, em que o uso da palavra concedido a cada grupo está limitado, frequentemente, a um minuto por cada interveniente.
Na UE há centenas de milhares de eurocratas com vencimentos muito elevados, com prémios e privilégios enormes e, com imunidade judicial vitalícia, sendo apenas transferidos de um posto para outro, façam bem ou façam mal. Não é a URSS escarrada?
A URSS foi criada sob coacção, muitas vezes pela via da ocupação militar. No caso da Europa está a criar-se uma UE, não sob a força das armas, mas pelo constrangimento e pelo terror económicos.
Para poder continuar a existir, a URSS expandiu-se de forma crescente. Desde que deixou de crescer, começou a desabar. Suspeito que venha a acontecer o mesmo com a UE. Proclamou-se que o objectivo da URSS era criar uma nova entidade histórica: o Povo Soviético. Era necessário esquecer as nacionalidades, as tradições e os costumes. O mesmo acontece com a UE parece. A UE não quer que sejais ingleses ou franceses, pretende dar-vos uma nova identidade: ser «europeus», reprimindo os vosso sentimentos nacionais e, forçar-vos a viver numa comunidade multinacional. Setenta e três anos deste sistema na URSS acabaram em mais conflitos étnicos, como não aconteceu em nenhuma outra parte do mundo.
Um dos objectivos «grandiosos» da URSS era destruir os estados-nação. É exactamente isso que vemos na Europa, hoje. Bruxelas tem a intenção de fagocitar os estados-nação para que deixem de existir.
O sistema soviético era corrupto de alto a baixo. Acontece a mesma coisa na UE. Os procedimentos antidemocráticos que víamos na URSS florescem na UE. Os que se lhe opõem ou os denunciam são amordaçados ou punidos. Nada mudou. Na URSS tínhamos o «goulag». Creio que ele também existe na UE. Um goulag intelectual, designado por «politicamente correcto». Experimentai dizer o que pensais sobre questões como a raça e a sexualidade. Se as vossas opiniões não forem «boas», «politicamente correctas», sereis ostracizados. É o começo do «goulag». É o princípio da perda da vossa liberdade. Na URSS pensava-se que só um estado federal evitaria a guerra. Dizem-nos exactamente a mesma coisa na UE. Em resumo, é a mesma ideologia em ambos os sistemas. A UE é o velho modelo soviético vestido à moda ocidental. Mas, como a URSS, a UE traz consigo os germes da sua própria destruição. Desgraçadamente, quando ela desabar, porque irá desabar, deixará atrás de si um imenso descalabro e enormes problemas económicos e étnicos. O antigo sistema soviético era irreformável. Do mesmo modo, a UE também o é. (…)
Eu já vivi o vosso «futuro»…"
Retirado daqui
sexta-feira, 14 de maio de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Estou farta!
"... os portugueses comuns (os que têm trabalho) ganham pouco mais de metade (55%) do que se ganha na zona euro, mas os nossos gestores recebem, em média:
- mais 32% do que os americanos;
- mais 22,5% do que os franceses;
- mais 55 % do que os finlandeses;
- mais 56,5% do que os suecos"
(dados de Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 24/10/08)
Dá ideia que andámos a apertar o cinto para sustentar os nossos gestores e políticos.
De manhã, o PM exultava de alegria com o crescimento da economia. À noite, era público o pacote das drásticas medidas que eu jamais vi neste país. Será o PM bipolar?
E os políticos de Bruxelas?! São aos milhares. Pagamos-lhes milhões e milhões. Com que moral mandam apertar o cinto aos desgraçados? Que diminuam o número dos que andam por lá. Que paguem menos àquela mole de gente.
Estou farta de União Europeia. Estou farta dos políticos. Estou farta de fazer sacrifícios para estar cada vez pior. Estou farta de Portugal.
terça-feira, 27 de abril de 2010
Subsídio de desemprego
Se acabassem com o subsídio de desemprego, muito desempregado estaria a trabalhar.
Incentivar a preguiça é uma forma de aumentar o desemprego.
Sou a favor de um subsídio de emprego. Quem ficasse desempregado tinha duas alternativas - ficar em casa sem ganhar nada ou ir ajudar numa escola, num hospital, numa Cãmara, numa Junta de Freguesia, numa repartição, ... e, no fim do mês, receber um subsídio de emprego. Isso incentivava a procura de emprego.
Quem ganha mais no desemprego do que a trabalhar, nada fará para arranjar outro emprego.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Ontem foi 25 de Abril
A primeira grande asneira foi o lema “somos todos iguais”. Não éramos, não somos e nunca seremos todos iguais. Em educação, em cultura, em trabalho, em honestidade, em frontalidade. Mas para “sermos todos iguais” havia que nivelar. E os sucessivos governos foram nivelando. Cada vez mais por baixo. O que significa que somos cada vez mais diferentes já que, felizmente, houve quem resistisse sempre a esse nivelamento por baixo.
O regime político passou a chamar-se democracia. E nessa coisa a que chamam democracia, o país vive dos partidos políticos e os partidos políticos vivem de lugares para os seus amigos. Então esquartejou-se um país, que pouco maior é que uma quinta grande, em milhares e milhares de quintais, as freguesias, algumas com cerca de 1 km2 de área. Esse quadrado de 1 km de lado (que pode ser um grande pomar ou uma grande plantação de tomates) custa-nos um edifício para uma Junta de Freguesia, com todas as despesas de manutenção, uma série de adjuntos, secretários, … (eu sei lá!) que trabalham directa ou indirectamente para essa Junta. Não sei quanto gasta o Estado (todos nós) para sustentar esta chusma de gente perfeitamente desnecessária. E agora falam novamente em regionalização. Para quê? Para aumentar o número de tachos. Não tentem convencer-me que descentralizar é o mesmo que regionalizar. Qualquer Governo pode descentralizar mas, até hoje, nenhum o fez. Isso não dá mais empregos para os amigos. Regionalizar, isso sim. Aparecem os tachos. Portanto, a pergunta se é a favor ou contra a regionalização é demasiado simplista. Eu sou a favor da regionalização desde que se agrupem dezenas de freguesias numa só. Sou contra a regionalização se ela trouxer aumento da despesa.
A política, depois do 25 de Abril, serviu para tudo. Até para colocar no Parlamento um número de deputados perfeitamente idiota por exagerado. Que nos gastam uma fortuna e pouco fazem. Basta ir visitar o Parlamento num qualquer dia. Eu estive lá em Janeiro e fiquei chocada. Saem, entram, lêem o jornal, vêem o correio electrónico, actualizam os facebooks, h5 e afins, jogam nos computadores. Uma vergonha. Quando o deputado que tem a palavra, termina a sua exposição, os do seu grupo parlamentar, que não ouviram rigorosamente nada, batem palmas. Para um país como o nosso, 50 deputados chegavam e sobravam. E a desculpa de que os políticos têm que ser bem pagos para se minimizar a corrupção, até assusta. Mostra bem o conceito que eles têm dos seus valores éticos.
Aqui há uns anos, ainda no tempo do escudo, estava a almoçar num restaurante e ouvi a conversa de dois cavalheiros da mesa contígua. Um deles tinha entrado para o parlamento numa substituição. O presidente da bancada sugeriu-lhe que fizesse parte da Comissão da Agricultura. O dito cavalheiro disse que, sendo advogado, não fazia sentido pertencer a uma Comissão de que nada sabia. Mas o presidente insistiu. Como não havia vagas noutra Comissão, ele devia aceitar a da Agricultura porque, por cada assinatura, recebia 20 contos. É esta a ética dos parlamentares. Roubar o mais que podem. E ainda têm a lata de dizer que estão lá por Portugal e pelos Portugueses. Estão lá por eles e para eles.
O PEC, cuja finalidade tenta ser tirar-nos do buraco onde dezenas de Governos nos meteram, só aponta no sentido de prejudicar os que não estão ligados à política. Ninguém fala do que podíamos poupar se reduzíssemos significativamente o número de freguesias ou o número de deputados. Reduzir o número de tachos não agrada aos políticos, mesmo para bem do país que eles dizem representar.
Portugal não merece os séculos de história que tem. Comporta-se como um emergente novo-rico sem princípios. Mas isto vai acabar na rua, não com cravos mas com sangue. Já faltou mais.
(Tudo o que disse não se aplica a qualquer político honesto que eventualmente exista)
sábado, 17 de abril de 2010
Os mortos não falam
A Independente foi fechada.
Os papeis da Covilhã (Guarda?) desapareceram.
...
Os mortos não falam. Quanto aos vivos com responsabilidades que, no Parlamento, dizem "manso é a tua tia, pá" deviam ser calados.
A carreira política é a única onde se pode entrar sem qualquer habilitação, educação, qualificação, ... e onde se é patrão de si mesmo. Daí a qualidade deplorável da maioria.
É o país que um povo de analfabetos, mesmo que qualificados, quer que tenhamos. E, em democracia, a opinião de dez patetas insensatos vale mais que a de dois inteligentes sensatos.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Até que enfim
Finalmente vejo uma atitude do Sr. Albino Almeida com a qual estou completamente de acordo. Os pais dos alunos que pratiquem bullying devem ser responsabilizados. O bullying tem sido encarado com alguma leviandade e foi preciso ocorrer um caso muito grave em Mirandela para que este assunto começasse a ser encarado como um problema muito sério.
Há vários países europeus onde, por muito menos do que isso, os Pais são responsabilizados. Espero que a Ministra da Educação, ao menos no caso do bullying, comece a punir a irresponsabilidade de tantos Pais.
quinta-feira, 4 de março de 2010
Solidariedade com a Madeira e o Haiti
solidariedade com a madeira e o haiti
28 de março – marginal de leça da palmeira – 10h00
vamos caminhar e ajudar a madeira e o haiti.
contribua e vista a t-shirt desta causa
o valor será enviado na íntegra para a madeira e o haiti, através dos lions e rotary.
locais de inscrição:
postos de turismo de matosinhos e leça da palmeira
juntas de freguesia do concelho de matosinhos
contactos:
clubes rotary do concelho de matosinhos
clubes lions do concelho de matosinhos
Os Clubes Lions da Divisão 5 do Distrito 115 CN e os Clubes Rotary de Matosinhos, em colaboração com a Câmara Municipal de Matosinhos e a Matosinhosport, vão levar a cabo esta iniciativa para angariar fundos para a Madeira e o Haiti.
Vamos ser solidários com os que precisam de nós.
Apareçam! Divulguem!
Informações neste blogue
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
O poder de um cartão
O poder é como o dinheiro. Também deslumbra. Há muita gente, diria mesmo, a maioria das pessoas não tem preparação para ter poder. Fica deslumbrada e quanto mais poder tem, mais poder quer ter. E utiliza esse poder de maneiras muito pouco éticas. A palavra “Ética” deveria sair dos dicionários e ser praticada pelos cidadãos. Todos.
É uma pena que qualquer português possa ser político mesmo que seja ignorante, mal formado, mal educado, trapaceiro, burlão, pouco mais que analfabeto,… Apenas tem quer ter um cartão partidário. Não será exigência a menos para quem devia ter a seu cargo o futuro dos seus concidadãos?
O valor que tem um cartão que nada vale!
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Separação de poderes
Não discuto a legitimidade que o jornal Sol tinha para publicar as escutas. O que é facto é que neste momento elas são públicas e graves. Ainda bem que o Sol as publicou. As dúvidas que ficaram pendentes na altura tinham razão de ser.
José Sócrates nada diz sobre o conteúdo das conversas telefónicas. Agarra-se com unhas e dentes à separação de poderes e vira advogado de defesa de Pinto Monteiro e Noronha do Nascimento. Mal fora que ele não defendesse o seu “escolhido”.
Em Portugal nenhum juiz, em tempo algum, terá coragem para condenar um poderoso. Nem os advogados do jet-set o deixariam. Aliás os políticos só se lembram dos problemas da justiça quando um deles está no “barulho”.
São os juízes que temos, os advogados que temos e ao políticos que temos.
Talvez Nossa Senhora de Fátima ainda vá a tempo de nos acudir. E esteja disposta a isso.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Parabéns Paula
Tanto tempo que se tem demorado com a avaliação da função pública. Afinal pode avaliar-se uma pessoa em 5 (cinco) dias. Mas há mais. Cinco dias dão para avaliar a lealdade a competência, a dedicação e as qualidades pessoais e profissionais. A Paula deve ser mesmo uma profissional fora de série. Parabéns Paula! Continue assim que vai longe na vida.Quanto terá ganho a Paula nestes dias? Para onde terá ido? Para longe?
sábado, 30 de janeiro de 2010
A cantiga do costume
Em 2005, José Sócrates não usou o termo tanga mas a conversa foi a mesma a mandou apertar o cinto.
Em 2009, José Sócrates é novamente primeiro-ministro e manda apertar o cinto.
Convenhamos que estas medidas custam muito a aceitar, principalmente quando nos dizem que os mais de sete anos em que apertámos o cinto não serviram rigorosamente para nada. Que é feito da poupança para a qual nós contribuímos? Será que não se fazem furos em cintos Prada ou Versace? Só se fazem nos cintos da feira ou do comércio de bairro?
O próximo PM, está bem de ver, vai-nos mandar apertar o cinto.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Na Assembleia da República
Estas senhoras e estes senhores, que decidiram que os professores têm que prestar provas quando iniciam a sua carreira, estão ali sem terem prestado qualquer prova e o exemplo que dão é perfeitamente lamentável. Apenas possuem o cartão de um partido.
Começarei a respeitar os políticos quando eles decidirem diminuir a quantidade de gente que deambula pelos corredores da política. Ali e nos milhares de autarquias em que Portugal está retalhado. Um país pouco maior que uma quinta e que, ainda por cima está falido, não justifica 230 deputados. 50 chegavam e sobravam. Como não há nada que justifique que haja freguesias, maioritariamente rurais, que têm um quilómetro quadrado.
Mas o objectivo de todos os partidos é arranjar o maior número de tachos para os seus filiados e amigos.
Que moral têm estes portugueses para decidirem do futuro dos seus concidadãos?
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Adeus Red Bull Air Race
Não entro em disputas Lisboa-Porto e, embora seja tripeira de corpo e alma, tenho muitos e bons familiares e amigos em Lisboa. Tenho lá quase todas as grandes amigas que comigo viveram cinco anos de internato no Instituto de Odivelas.
O poder centralista do Governo deste país raia o foro patológico. O mesmo Governo que propagandeia a regionalização. Não haverá aqui alguma incongruência?
Mas Senhores governantes, há coisas que o poder e o dinheiro não compram. Por muito que isso vos doa. O vinho do Porto será sempre do Porto, os lenços dos namorados serão sempre do Minho, os doces de ovos de Amarante serão sempre de Amarante, os galos de Barcelos serão sempre de Barcelos, os bordados de Tibaldinho serão sempre de Tibaldinho, o Castelo de Guimarães será sempre de Guimarães, o Festival Internacional de Jardins de Ponte de Lima será sempre de Ponte de Lima, as barricas de ovos moles serão sempre de Aveiro, os covilhetes de Vila Real serão sempre de Vila Real, as clarinhas de Fão serão sempre de Fão, os espigueiros do Soajo serão sempre do Soajo,…
E poderia ficar aqui dias a enumerar tantas e tantas coisas que nunca irão para a capital. Que nos levem o Red Bull Air Race. Continuaremos a ser imensamente ricos.
sábado, 12 de dezembro de 2009
Mais amigo do Godinho que do Sócrates
Se o Sr. Godinho chegar a ser preso, para se dar por concluído o processo das faces ocultas (bem pouco ocultas, por sinal) sem beliscar nenhum poderoso, podíamos quotizar-nos e comprar-lhe um GPS para quando saísse.
Mas, se louvei a atitude do Sr. Vara por ter recebido e ensinado o caminho para a EDP (Julgo eu) ao Sr. Godinho, que ele mal conhecia, já não acho bem que tenha omitido do seu grande amigo Sr. Sócrates a carta que o avisava que o primeiro-ministro estava a ser escutado. Se fosse muito amigo, tê-lo-ia avisado mesmo dizendo-lhe que era uma brincadeira sem interesse nenhum.
Termino perguntando. Será que esta gente quando diz estas patranhas pensa que nós acreditamos? Será que pensam que nos comem por lorpas? Será que não vêm o ridículo em que caem?
Que o Menino Jesus nos acuda!
sábado, 5 de dezembro de 2009
As escutas
Mas já estou cheia das escutas do Sr. Vara, do Sr. Sócrates & Companhia. Já todos sabemos que, se este caso, por milagre, chegar ao fim, o Sr. Godinho vai pagar por todos. Pressinto muita podridão nisto tudo. Pressinto que nenhum juiz será capaz de punir um poderoso deste país. Pressinto que os advogados mediáticos utilizarão todo e qualquer método para “safar” um poderoso.
Acabemos com os desperdícios dos dinheiros públicos em processos que me parecem de faz de conta. Faz de conta que se continua a investigar quando, na prática, o processo está acabado.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Educação
Este Governo continua a dizer que esta avaliação tem em vista a competência. Onde? Por favor mostrem-me onde. É que eu não consigo ver em nenhuma fase da avaliação a competência. Os professores andam preocupados com "os lindos" e a burocracia e a deixar para último a preparação das aulas. É que isso não conta para a avaliação. E agora, em que o Director (ainda que não seja titular) é que escolhe os avaliadores, a avaliação corre o risco de ser política. Nalgumas escolas sei que o será.
A quem me dizia "vamos ver o que pensa Isabel Alçada", aqui temos o que eu disse. Isabel Alçada, como todos os outros Ministros, não estão lá para pensar. Estão para fazer e dizer o que o chefe manda.Não há Salazar mas há salazaritos...
Continuamos a ter os políticos que merecemos. E o país que merecemos. É a outra face da democracia.
Faces ocultas
Há corrupção em abundância e, para isso, tem que haver os que corrompidos e os que corrompem que são igualmente trafulhas.
Mas a justiça portuguesa é de uma previsibilidade que incomoda. Todos sabemos, logo no início como acabam os processos que dá jeito não prescreverem.
Todos sabemos que havendo um Bibi na questão, esse paga por todos. Se só há gente graúda, há sempre os advogados da moda para conduzirem tudo no sentido da prescrição ou da “não prova”. É que eles também ganham o seu quinhão…
Neste país, desde que se tenha poder, o crime compensa.
Quanto à comunicação social só fala enquanto vende. A partir daí deixa cair no esquecimento.
Para os ex pilha galinhas, como lhes chamou o Medina Carreira, estes juízes, estes advogados e esta comunicação social é uma bênção.
Só não percebo por que é que se gasta tanto tempo e dinheiro em anos de investigações quando já todos sabemos como tudo termina.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Felizmente está a acabar
No domingo acaba de se gastar uma fortuna dos dinheiros públicos para nada mudar. Não se mudam mentalidades nas urnas de voto. Nem as do povo nem as dos políticos.
Mas eu lá estarei. A colocar uma cruz algures. Em branco não fica já que pode haver a tentação de alguém colocar lá uma.
Mais uma vez não vou votar em ninguém mas contra aquele que me parece que já enriqueceu o suficiente à nossa custa.
Nestas eleições vamos distribuir milhões de tachos a milhões de políticos, a maior parte deles de qualidade duvidosa, que se esgadanham por um lugarzito. Para os partidos terem oportunidade de colocar muitos amigos a enriquecer à nossa custa, o país está perfeitamente esquartejado.
O Concelho do nosso Primeiro é exemplo disso como aqui mostrei em Julho do ano passado.
Uma freguesia com 94 (noventa e quatro) habitantes. Se calhar, com jeitinho, têm todos lugar na Junta de Freguesia.
Uma freguesia rural de 2 Km2. Isto corresponde a um quadrado com 1,4 Km. Para se fazer uma caminhada de uma hora tem que se dar a volta à freguesia toda duas vezes.
Isto é tão escandaloso que não me ocorre dizer nada. Limito-me a pedir aos portugueses que lerem isto, o favor de meditarem um pouco sobre como se desbaratam (também) os nossos dinheiros.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Em jeito de rescaldo
Os portugueses têm, definitivamente, os políticos que merecem.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Vou votar contra
No próximo domingo vou votar. Tarefa difícil. A escolha entre o mau e o péssimo é sempre muito complicada.
O meu voto não é favor de ninguém. O meu voto é contra Sócrates.
Em Setembro do ano passado vi-me forçada a abandonar a profissão que escolhi em nova e da qual gostei imenso. Não teria passado o que passei se assim não fosse. A minha reforma veio no final de Novembro e a 9 de Dezembro de 2008 escrevi esta carta aberta à Ministra da Educação. Este o principal motivo porque voto contra Sócrates. Não perdoo que a Ministra me tenha impedido de não fazer greve, requisitando-me civilmente como não perdoo que me tenham roubado o prazer que eu tinha em exercer a profissão que escolhi.
O estado a que este Governo deixou chegar a Educação é a principal razão por que voto contra Sócrates. Mas há mais. Muitas mais.
Não perdoo que, por motivos políticos, o senhor que está à frente da CCDR Centro tenha colocado na prateleira, até pensar noutro destino a dar-lhe, um cunhado meu, Engenheiro Civil e Técnico Superior, que fez o estudo de impacte ambiental de um troço do TGV e lhe deu parecer negativo. Ousou dar um parecer que ia contra a vontade expressa do Governo. Claro que o mesmo chefe arranjou, posteriormente, um parecer favorável, assinado ou não por um Técnico Superior. Ao meu cunhado só restou pedir e reforma antecipada com penalização. A minha irmã, também do mesmo serviço, ficou em fila de espera para ter o mesmo destino. Também só lhe restou pedir a reforma antecipada com penalização. Isto lembra muito o que se passava com Salazar. Também ele não aceitava que alguém ousasse pensar diferente.
De gente desta quero distância. Quero o PS longe. Os outros não serão muito melhores mas piores não podem ser.
Que raio de país é este onde após 35 anos do 25 de Abril ainda não houve um partido que ganhasse umas eleições por mérito próprio. Todos os que vencem conseguem-no por demérito dos outros.
E o pior é que, em democracia, tem que se viver dos partidos políticos.
Vou votar e fazer de conta que acredito que algo vai mudar.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Prioridades
Esta ideia do alargamento da escolaridade até ao 12º ano foi “dada à luz” por Durão Barroso. Mas apareceu-lhe um lugar com vencimento apetecível e ele, deixou a ideia e o resto e foi-se embora. Se calhar a pensar no nosso bem… ihihih
Quando se alargou a escolaridade obrigatória para o 9º ano, a única coisa que se fez foi passar a quarta classe para os 15 anos. Até essa idade não se chumba sem o Encarregado de Educação se pronunciar e, se se optar pelas Novas Oportunidades é mesmo proibido reter alunos. Nas escolas em que o Director foi “eleito” com ajuda do representante da Câmara socialista, as coisas tornam-se ainda mais fáceis. As estatísticas vão sempre ao encontro da vontade da Ministra nem que para isso se altere a escala das avaliações.
Agora a Ministra encontrou a maneira de alterar as estatísticas dos resultados do ensino secundário. Como a escolaridade obrigatória até ao 12º ano, só os professores do ensino superior poderão pôr cobro a isto. É que os analfabetos saem com o 12º ano. Se o PS ganhar as eleições, o sucesso escolar passará para os 100%. E Sócrates vai encher a boca com essa estatística que nos coloca na pool position da Europa.
E os portugueses, que numa grande maioria são burros, ficam felizes e não pensam que os seus filhos têm o futuro comprometido. Já há empresas, que eu conheço, que não colocam nenhum jovem com um curso profissional tirado em nenhuma escola pública. Mas, para esses portugueses, as estatísticas são mais importantes que os filhos.
Prioridades…
