quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Palhaçada

Tive a triste ideia de ver hoje o debate no Parlamento. Sócrates igual a si mesmo. Mantém o meu sorrido sarcástico de quem tudo pode porque tem uma maioria absoluta. Aquele sorriso cínico que me deixa com pele de galinha. Continua a querer convencer-nos que a verdade é uma só e é a dele. Que o Governo que lidera teve sempre uma actuação 100% correcta. Que Portugal está agora a anos-luz (para melhor, claro) do que estava antes dele ter sido eleito. Que o dinheiro da CGD não é dos portugueses. Que temos uma justiça respeitável. Que o caso do BPN só podia ser resolvido como o Governo fez. Que a posição do Presidente do Banco de Portugal foi irrepreensível. Que os partidos da oposição o perseguem. Esta mania da perseguição já rasa o patológico...
Que triste país este em que tive a desdita de nascer.

É no que dá haver maiorias absolutas. O poder corrompe. Sempre e em qualquer instituição.

Suponho que chamar palhaço ao Primeiro-ministro não deve ser um insulto que mereça grande castigo. Afinal Alberto Martins chamou palhaço ao Presidente da República, em 1969, e ocupa o lugar que ocupa. Aliás, o meu Pai fazia parte das individualidades a quem esses insultos foram dirigidos.

Tantos séculos de humanidade e ainda não se arranjou nada melhor do que a democracia. Que diabo de homens constituem esta humanidade!

2 comentários:

Gaivota Maria disse...

Isto é o que se chama "A Corja"

Graça Pimentel disse...

Gaivota Maria
A Corja que tem o nosso destino na mão. Aterrador...

Beijo