segunda-feira, 21 de julho de 2008

TGV

Estive a jantar com duas das minhas filhas e com quatro dos meus netos. Dei comigo a pensar no Portugal onde viverão estes pequerruchos? O futuro deles está a ser comprometido pela megalomania dos políticos portugueses. Possivelmente o futuro dos filhos deles… e o futuro dos filhos dos filhos deles.

Quando vou a Lisboa viajo no alfa. Em menos de três horas vou de Lisboa ao Porto com toda a comodidade. Nalguns troços o alfa vai a uma velocidade superior e 200 km/h e noutros troços a 40 km/h. Quer isto dizer que o alfa não está a ser rentabilizado. Se o fosse, demoraria duas horas, ou pouco mais a fazer a viagem.

Este Governo insiste no TGV Lisboa – Porto. Um TGV que nos vai custar uma fortuna e, ainda por cima, vai ter mais paragens que o alfa. Como ainda me não explicaram a razão da necessidade do brutal investimento que se vai fazer, sou livre de pensar que seria bem mais sensato e económico arranjar uma linha para o alfa onde este pudesse ter uma velocidade média compatível com as suas potencialidades. Os comboios já nós temos. Estarei a raciocinar mal? Faltar-me-ão dados para equacionar o problema?

Mas isso não era uma obra suficientemente grande para a marca “Sócrates”.
Os países são como os cidadãos. Há os pobres, os remediados, os ricos e os muito ricos. Se Portugal é um país pobre ou, na melhor das hipóteses, remediado, que o seja assumidamente e viva como tal. Tem que aprender a viver com aquilo que tem e deve olhar primeiro para o que são as necessidades primárias do seu povo. Mas de todo o seu povo. Ninguém é mais que ninguém por ter mais bens, mas é mais que muitos se souber gerir bem aquilo que tem.

Agora vejam os TGVs que precisamos.

Daniel Campelo não comprometeu o futuro dos seus munícipes e tem a cidade de Ponte de LIma linda, conservada e com inúmeros eventos que atraem os turistas, nacionais e estrangeiros. Uma terra onde se vai sempre com gosto. O Governo que lhe siga o exemplo e olhe para as nossas reais necessidades onde não está, definiticamente, o TGV Porto - Lisboa.

2 comentários:

mdsol disse...

Noutro dia, estive a jantar com um grupo de gente boa e fiquei ao lado de um "jovem" (está entre aspas porque é bem mais novo do que eu) da área da economia, mas com posições pouco "ortodoxas". Alimentei a conversa como pude, porque ele tem pontos de vista muito interessantes em relação ao estado do país e do mundo. Estive com este rodeio todo para te dizer que, a páginas tantas, ele ilustrou qualquer coisa com o exemplo de Ponte de Lima. Exactamente tocando nos pontos que referiste: diferenciação pela qualidade e pela originalidade...que atrai turistas e vende produtos.
beijinho
(vou-te lendo aqui, embora nem sempre comente...sinto que, mtas vezes, seria chover no molhado, estás a entender-me, não estás?)

Graça Pimentel disse...

mdsol
Ponte de Lima é mesmo um exemplo. Pelas actividades que implementa, pela beleza que põe em toda a cidade, pela limpeza e até pela simpatia com que as pessoas nos atendem. É realmente uma terra onde apetece sempre voltar.

Aparece quando quiseres e discorda quando entenderes.
Deves estar a ir de férias, não?

Beijinho e bom fim de semana